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Barriga Negra: a comida lá de casa na nova tasca da cidade

Receitas mais caseiras era quase impossível: as iscas são da mãe, a sericaia da avó e o bolo da tia. Tudo para comer com um bom copo de tinto.

As iscas de bacalhau lá de casa eram famosas. “Não no sentido tradicional da palavra”, adverte imediatamente Catarina, “mas sempre que alguém ia lá a casa pedia o mesmo prato.” O sucesso era inegável e a formada em psicologia do desporto achou que estava na altura de as levar a mais mesas. Mãos à obra. Catarina dedicou-se à cozinha, trouxe o namorado consigo e abriu a nova tasca da cidade, a Barriga Negra.

As várias mesas e cadeiras fazem deste espaço uma tasca moderna. Em tudo o resto, é como se fosse comer la casa dos Barriga Negra. Se pensava que era um nome fictício saído de um plano de marketing, está errado. Este é mesmo o apelido de Catarina e não fazia sentido que outro nome estivesse no topo da ementa, até porque as receitas estão devidamente identificadas e distribuídas entre os respetivos membros da família: as iscas da mãe, as bochechas de porco do pai e a sericaia da avó.

“A nossa ideia inicial era apenas ter um sítio com vinho tinto e as iscas da minha mãe. Depois encontrámos este espaço e percebemos que não fazia sentido usá-lo apenas para isso.”

É a própria Catarina quem gere a cozinha, embora rejeite o título de chef, até porque tem “uma ajudinha da mãe”. A carta ajuda: é curta e composta por seis pratinhos e outros tantos acompanhamentos, ou “companhias”, como lhes chamam.

Nela encontra as famosas iscas da mãe (3€), as bochechas de porco à pai (4€) cozinhadas em vinho tinto e os rissóis da Nandinha (3,5€). A acompanhar, o famoso arroz de feijão com grelos (1,5€), o pão à Barriga Negra (2€), com queijo da Serra e morcela, ou o misto da horta (1,5€), feito com feijão verde, batata doce e courgette. A refeição termina com os mimos da tia e da avó: o bolo da tia Lola (2,5€) e a sericaia da avó (2,5€).

Foi no antigo espaço da Violetas à Janela — a casa de chá que fechou as portas em agosto — que Catarina e António descobriram o sítio ideal para montar esta tasca com pinta de casa de família. Não faltam sequer as fotos de família, cuidadosamente expostas na parede, numa espécie de quadro de honra — a homenagem merecida aos autores das receitas.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida Rodrigues de Freitas, 411
    4000-422 Porto - Portugal
  • HORÁRIO
  • Domingo a quinta-feira
  • Das: 12:00
  • Às: 23:00
  • Sexta e sábado
  • Das: 11:00
  • Às: 14:00
  • Fecha à segunda-feira
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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