Gourmet e Vinhos

A quinta francesa que está no centro da nova polémica entre Angelina Jolie e Brad Pitt

Château Miraval custou 25 milhões e é a paixão do ator, mas Jolie terá vendido a sua parte às escondidas a um oligarca russo.
Pitt diz que a quinta é a sua paixão

Quando em 2014, numa pequena cerimónia privada no Château Miraval, Brad Pitt e Angelina Jolie finalmente oficializaram a relação, o mundo (e os próprios) estariam longe de imaginar que, oito anos depois, a quinta francesa seria manchete pelos piores motivos. O imbróglio impensável envolve agora as duas estrelas, um divórcio conflituoso, troca de acusações públicas e até um oligarca russo.

A história começou em 2008, ainda reinava a felicidade no seio do casal. E foi assim, felizes, que decidiram comprar os belos 500 hectares do Château Miraval, no coração da Provença, também famosa pelos seus vinhos e sobretudo pelo seu rosé.

A felicidade durou até 2016, altura em que atriz, na sequência de várias polémicas públicas, apresentou oficialmente o pedido de divórcio. De lá para cá, o processo tem sido bastante complicado. A prová-lo está o mais recente episódio que tem a magnífica propriedade no centro da polémica.

Entre Pitt e Jolie, terá sido acordado que nenhum venderia a sua percentagem da mesma sem a devida permissão. Porém, a atriz terá mesmo decidido abdicar da sua parte e vendeu-a à empresa de produção de bebidas detida por Yuri Shefler, empresário russo que chegou a ser dono de um dos maiores iates do mundo — e que distribui por todo o mundo as vodkas Stolichnaya e Moskovskaya.

Pitt manteve-se em silêncio, mas falou bem alto através dos seus advogados que sublinharam que Miraval se havia tornado “na paixão” do ator e que, segundo a sua orientação, se tornou “numa história multimilionária de sucesso internacional”. Segundo o ator, foi a sua mentoria que permitiu tornar o espaço rentável e “um dos mais conceituados produtores de vinho rosé de todo o mundo”.

“[Angelina Jolie] vendeu a sua parte com o conhecimento das intenções de Shefler e dos seus sócios, que irão procurar garantir o controlo do negócio ao qual Pitt se dedicou, bem como tentar sabotar o seu investimento em Miraval”, pode ler-se no processo que já deu entrada em tribunal. A decisão da ex-mulher é descrita como “dano infligido de forma gratuita”.

Custou mais de 25 milhões de euros ao casal

Pitt e Jolie estão longe de ser os primeiros famosos a cobiçarem a beleza e os vinhos de Miraval, que nos anos 70 foi propriedade do pianista e compositor Jacques Loussier. Chegou inclusivamente a construir um estúdio de gravação na propriedade.

Foi por esse estúdio que passaram alguns nomes famosos, como Sting, The Cure, Muse, AC/DC ou Elton John. Mas nenhum mais famoso do que os Pink Floyd, que lá gravaram o seu famosíssimo “The Wall”.

Inevitável é também a produção de vinho, à qual Loussier também se dedicou. A propriedade haveria de passar, em 1993, para as mãos do viticultor americano Tom Bove, que preferiu dar a Miraval um toque de luxo moderno: criou um spa, dois ginásios e até uma piscina interior. E produziu um rosé especial sob o nome de Pink Floyd.

No seu interior, o edifício principal da quinta tem um total de 35 quartos. A propriedade inclui também uma pequena capela, rodeada de jardins, uma floresta de carvalhos, vários olivais — que produzem também cobiçados azeites — e 40 hectares de vinhas, algumas delas centenárias. Parte das edificações mais antigas datam do século XVII. Foi tudo isto que em 2008 apaixonou o casal, que terá pago mais de 25 milhões de euros por Miraval.

Miraval tem 500 hectares e 40 dedicados apenas à vinha

Pitt e Jolie não queriam que fosse apenas uma casa de férias. Queriam que o negócio vinícola fosse rentável. E foi. Em 2013 lançaram o seu primeiro rosé. Resultado: as seis mil garrafas esgotaram em apenas cinco horas.

O casal terá também feito obras de renovação na quinta, com melhorias no spa e nos ginásios, nas piscinas (interior e exterior), a criação de uma sala de cinema, outra sala dedicada aos videojogos, um percurso exterior para bicicletas — e dois heliportos.

Para produzir os novos vinhos, o investimento foi igualmente dedicado: instalaram novas cubas e participaram ativamente nas misturas de castas e na escolha das novas garrafas, bem como do novo design. Tornaram-se um caso de sucesso. Os vinhos foram recebidos com críticas arrebatadoras na ordem dos 90 pontos em 100.

A batalha por Miraval será assim apenas mais um episódio no conturbado divórcio, que envolve relatos de alegada violência de Pitt para com os filhos, ao ponto de Jolie ter admitido ter temido pela segurança “de toda a família”.

Entretanto, Jolie continua a dedicar-se ao ativismo que marcou toda a sua vida e tem assumido mais vezes o cargo de realizadora e menos o de intérprete. Pelo seu lado, Brad Pitt não tem fugido de um  percurso semelhante: dedicou muitos dos seus dias de pandemia a ajudar os mais carenciados, participou na discussão política e, pelo caminho, ainda reacendeu alguns rumores sobre um possível reatar de uma velha paixão, Jennifer Aniston.

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