Cafés e Bares

Alibi: o wine bar que é o sítio perfeito para descobrir o seu novo vinho favorito

O Wine Spot é o novo braço do restaurante e tem uma garrafeira escolhida a dedo, com 150 referências para beber a copo.
A sala do Wine Spot

Percorram-se uma dezena de vezes as habituais estantes de vinhos e a fotografia começa a parecer quase sempre a mesma. Os mesmos rótulos, os mesmos produtores e, inevitavelmente, os mesmos aromas. Um aborrecimento.

Foi contra esta corrente que a garrafeira foi sendo montada, garrafa a garrafa, numa seleção curada e cuidada entre Pedro Pizarro, o sommelier residente, e Pedro Costa, o consultor vínico. O objetivo é simples: dar a conhecer vinhos diferentes dos habituais, menos comerciais, menos famosos, sem deixar de fora, claro, alguns dos pesos pesados.

Era este o conceito que andava a ser trabalhado há já vários meses no Alibi, o espaço que até aqui funcionava apenas e só como restaurante — conheça-o melhor neste artigo da NiT. A sala, nas traseiras, era precedida por uma pequena área com menor aproveitamento. Ao fim de umas obras de remodelação, nascia a antecâmara perfeita para o restaurante: o Wine Spot.

“Muitos dos clientes vêm primeiro aqui beber um copo, antes de saltarem lá para dentro”, explica à NiT o proprietário Miguel Matos. É um espaço relativamente pequeno, mas acolhedor, com duas mesas altas e compridas, com capacidade total para cerca de dez pessoas, mais duas pequenas mesas no exterior. A dimensão da sala contrasta com a amplitude da garrafeira, que conta com mais de 150 referências, com uma enorme vantagem: todas elas são bebíveis a copo.

“Queremos mostrar vinhos fora do baralho”, frisa Pedro Costa, um dos responsáveis pelo elenco apresentado na alta e ampla estante que exibe as garrafas, umas mais conhecidas, outras nem tanto. “O que é caro, é garantidamente bom, e também por isso queremos ter escolhas com boa relação preço/qualidade. Queremos exibir as castas do nosso território, mas também as melhores brancas e tintas do mundo.

O Alibi the Wine Spot presta-se então a provas rápidas, para quem está de passagem e quer apenas beber um ou outro copo, mas excede-se precisamente nas provas, que permitem viajar pela garrafeira, pelo País e pelo mundo. Pode optar por uma viagem entre as castas da Madeira ou elas diferentes idades dos vinhos do Porto Tawny; no espectro menos doce, pode embarcar nas provas focadas no Douro, mas também nos tintos e brancos que marcam as diferentes regiões do País, indo para lá das escolhas mais óbvias que é o Douro, Alentejo e Dão. Descobrir o Algarve, a Bairrada para lá dos espumantes. Limites, há poucos — e isso é tudo o que um apreciador de vinhos procura.

Procura-se também o desconhecido, a surpresa, o vinho discreto que sai do seu canto para nos baralhar os sentidos. É também nessa vertente da descoberta, na vontade de surpreender quem por lá entra, que se foca Pedro Pizarro, o sommelier de serviço.

É ele que tem a difícil mas intrigante tarefa de tatear os gostos e preferências pessoais dos clientes, o estado de espírito, e colocar-lhes à frente a opção perfeita para o momento. Isso leva-nos às descobertas fora da carta, havendo possibilidade de organizar provas mais livres, mais inesperadas, livre de constrangimentos. As provas pré-definidas começam nos 25€ por pessoa, mas tudo pode ser personalizado e construído à medida. O limite? Só mesmo as garrafas que estão na garrafeira que, note-se, podem ser bebidas no local ou compradas e levadas para casa a preço de venda.

A dimensão mais reduzida traz as suas vantagens: cria um ambiente mais acolhedor, mais pessoal, onde conversas entre mesas se podem cruzar. Naturalmente, os vinhos serão sempre o tema que suporta toda e qualquer interação.

Porque um bom vinho pede quase sempre um bom par, o Wine Spot aposta numa carta de petiscos com características diferenciadas, que permitem fazer emparelhamentos inusitados. Pode provar um tártaro de novilho (14€) e casá-lo com uma das surpresas da garrafeira, um Bical Passa que parece e cheira a um fortificado, mas que surpreende com uma boca seca, ou um Sauvignon Blanc a “mostras a essência francesa e original da casta”. Ou atirar-se a uma tábua de queijo da serra e presunto bísaro laminado (14€) na companhia de um Baga da Bairrada ou de um Negra Mole do Algarve. O segredo é um: deixar-se surpreender.

Pode também optar por um ceviche de robalo (14€), uma salada de polvo (15€), vieiras glaceadas (16€) ou, para abrir caminho às referências mais doces, de um Porto a um colheita tardia, o Pudim Rei (8€).

Como antecâmara de uma refeição no restaurante ou simplesmente como spot de fim de tarde ou noite para descobrir uma nova casta, uma nova região, o wine bar é mais um reforço na ampla seleção da Baixa, mas com argumentos diferenciados para se tornar num local obrigatório.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua dos Caldeireiros 135
    4050-140 Porto
  • HORÁRIO
  • Das 12h30 às 22h30
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Internacional

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