Cafés e Bares

Aquela do Vinho: o novo bar de vinhos de Lisboa nasceu de uma história de amor

Uliana e Rodrigo conheceram-se precisamente num bar, apaixonaram-se e resolveram criar um negócio juntos. O resultado está na Ajuda.
Tem um ambiente intimista.

Conheceram-se há três anos num bar, “sobreviveram aos lock downs” — ele em Lisboa, ela na Margem Sul — começaram a morar juntos, adotaram “um cãozinho de 20 quilos há três meses” e, “para tornar ainda mais memorável a jornada juntos”, decidiram “criar bons momentos e histórias. Desta vez, dentro de um bar fundado pelos próprios.

Uliana Maia, de 30 anos, e Rodrigo Nunes, de 31, não são de Portugal, mas dizem que se apaixonaram pelo País. “Cheguei do Brasil há cinco anos e o meu marido há dez”, começa por dizer à NiT Uli — como gosta de ser chamada. Apaixonada por vinho, recebeu como sinal o facto de ter encontrado Rodrigo num bar e ficou desde aí “traçado” o percurso do casal.

“Jovens e divertidos”, começaram desde o início a viajar. Rapidamente perceberam que tinham um gosto em comum: “tudo o que estava relacionado com as bebidas do país” por onde passavam. Sem saber muito bem porquê, e para celebrar o segundo aniversário de namoro, Uli confessa que tatuou uma taça de vinho no antebraço.

Uns amigos dizem que foi obra do destino, outros que foi mera coincidência. Para a empreendedora foi tudo “um sinal de que Aquela do Vinho realmente precisava de existir”.

“No início do ano, passei muito tempo em processo de terapia e reflexão, mas depois percebi que a resposta estava mais perto do que imaginava”, diz. Nessa altura, Uli tinha já várias certificados internacionais de sommelier.

Foi, porém, na noite de 27 de setembro que Aquela do Vinho começou a ganhar forma. “Acordei o Rodrigo a meio da noite e disse-lhe: ´Sempre quisemos ter um bar de vinhos e vamos ter. Estás comigo ou não?`”. E com estas duas frases nasceu então um projeto que ficou pronto em velocidade recorde.

“Tirámos este negócio do papel em aproximadamente 15 dias”, garante. “No próprio dia, enviei mensagem a algumas agências imobiliárias e dois dias depois já tinha visto dois espaços, dado o OK a um deles e estávamos prontos para assinar o contrato”.  Sem saber bem onde a colocar, na sexta-feira seguinte, dia 30, saíram de uma loja com “uma cave de vinhos gigante”.

Com uma ementa escrita num “individual de mesa ao contrário” de um restaurante da Grécia, definiram o conceito que queriam desenvolver. “Porque há famílias, gerações, terra, por detrás de cada vinho, percebemos ali que queríamos trabalhar com pequenos produtores”. E para o casal não podia fazer mais sentido. “Nós gostamos imenso de conversar e de conhecer cada história”, diz Uli à NiT..

Em duas semanas, e porque “tinha mesmo de ser, ficou tudo pronto”. Desde 7 de novembro, quem passa na porta 45b da Rua Bica do Marquês, na zona de Ajuda, encontra um spot que pretende refletir aquilo que o casal é.

O Aquela do Vinho é “muito mais do que um bar de vinhos”, explica-nos Uliana Maia. “É um ambiente descontraído ​para estar com amigos, ouvir boa música, petiscar sem cerimónias ​e apreciar excelentes vinhos”. E é também um espaço onde se “simplifica e democratiza o mundo dos vinhos”.

Quantas vezes chegou a um sítio e teve tanta dificuldade em escolher um rótulo que acabou por optar por um sumo? No novo spot da capital é Uli e Rodrigo quem o vão receber e são também eles quem lhe contam a história de cada referência. Em caso de dúvida, Uli estará sempre disponível para ajudar.

“Começo por perguntar se a pessoa prefere doces ou salgados. A partir daí tento perceber quais são os sabores prediletos, se o da canela, chocolates, frutos vermelhos, ou outro”, relata. “Nunca indico um vinho só porque sim”.

A apenas cinco minutos de Belém, quem aqui entra vai encontrar um espaço “que gera conexão entre produtores, ​profissionais, apreciadores e consumidores de vinho”. Mesmo antes de fazê-lo, o sinal luminoso na vitrine chama logo a atenção. Um vez lá dentro, o cenário é outro, mas nem por isso menos agradável. Um painel de cinco metros por três, com o desenho das vinhas do Alentejo dá-lhe as boas vindas.  O ambiente intimista, imersivo e descontraído deixam os clientes com vontade de se sentarem numa das poltronas de veludo, enquanto bebem um copo de vinho ao som de música de fundo.

A ementa não é gigante, porque, para o casal, o importante é a qualidade e não a quantidade. “Não queríamos deixar os nossos clientes confusos”.

Entre as opções para petiscar, pode encontrar o típico pão (1,50€) e azeitonas (1,50€), uma salada caprese (3€), uma tábua de frios “que deixa qualquer um delirante” (14€), além de um “espetacular” húmus de beterraba (1€).

O vinho não falta e pode encontrar referências ao copo entre os 2,90€ e os 5,70€. Mas há outras opções de bebidas, como a cerveja e os cocktail à base de espumante (desde 2,50€). Para terminar, só há mesmo uma opção: o brownie com caramelo salgado (5€).

Por enquanto, Aquela do Vinho está aberto apenas a partir das 19 horas, mas o objetivo é que comece a abrir mais cedo. Quando Uli conseguir dedicar-se a tempo inteiro a este que “não é um emprego, mas um negócio e uma paixão”, poderá até funcionar com um horário mais alargado.

Fora do bar, o casal organiza também visitas de enoturismo que o levam diretamente até aos produtores dos vinho que vendem. Basta passar por lá e pedir boleia a um dos donos.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo e cool espaço de vinho da capital.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. da Bica do Marquês 45b
    1300-146 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Quarta a domingo a partir das 19 horas
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Vinho

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