Cafés e Bares

Bicicletas e bagels fresquinhos: os dois segredos do novo Lisbon Bicycle Kitchen

Virado para os ciclistas de cidade, o espaço aposta no café de especialidade e nos bagels caseiros recheados com muito amor.
Pode sair do selim, há lugares sentados para todos

A combinação pode parecer improvável para maioria, mas não para os dois sul-africanos que chegaram de malas feitas a Lisboa, no final de 2020. Na bagagem traziam coisas distintas: ela trouxe o livro de receitas, ele as bicicletas — e juntos abriram a Lisbon Bicycle Kitchen, onde a alegria se faz de coisas redondas, de rodas e de bagels.

“Os pais do Luke [Godfrey] vivem há oito anos em Portugal e entre viagens constantes, acabámos por decidir mudar-nos para aqui também. Apaixonámo-nos por Lisboa. O clima é muito semelhante ao da Cidade do Cabo. E parecia-nos o sítio certo para um novo negócio”, conta à NiT Rachel Cumming, de 28 anos.

Por novo negócio, queriam dizer mais do mesmo. É que para trás deixaram uma loja mais ou menos parecida, onde Luke vendia e reparava bicicletas e Rachel já vendia, em pequena escala, os seus bagels da Good Boy Bagels.

“Este novo local é uma extensão natural desse, com mais espaço para os bagels, café de especialidade e, claro, para as bicicletas”, explica. No caso das bicicletas, o foco é “menos a performance” e “mais a comunidade de ciclistas que as usam como meio alternativo de transporte.”

Falemos então de bagels. A receita de Rachel, de fermento natural — “mais leve e mais fácil de digerir” — não é feita no local por falta de espaço, mas é produzida numa padaria artesanal local, que todos os dias lhe entrega os bagels frescos. Depois é a sul-africana que prepara todos os recheios pecaminosos.

“Tentamos ser nós a fazer tudo aquilo que podemos fazer”, explica, antes de detalhar o processo longo de preparação do pastrami caseiro, que envolve uma salmoura de sete dias, uma cozedura lenta e ainda a etapa de defumação.

O menu The Hangover foi criado para curar ressacas.

Esta carne curada é a estrela das nove variedades de recheios. O ‘Strami (9€) é servido com picles caseiros, mostarda e queijo creme. Outro sucesso tem sido o The Hangover (7€) com ovos mexidos, cebolinho, bacon crocante, queijo creme e molho holandês.

Outras opções incluem o Loxx (9€) com salmão fumado, cebola roxa em picle, alcaparras, queijo creme e limão; o Crops & Crisps (7€) com queijo creme, abacate esmagado, cebola roxa em picle, tomate, jalapeño e Doritos de chili esmagados; e há ainda uma opção doce, o Cinnamon Butter (3€), bagel tostado com açúcar e canela e manteiga salgada.

Claro que nem tudo é assim tão simples. Pode optar sempre por um bagel com topping diferente, do simples ao de sementes de sésamo ou de papoila — ou o famoso Everything Bagel, com alho, cebola e todas as sementes disponíveis.

Tudo isto pode ser acompanhado com café de especialidade da SO Coffee, servido em num simples espresso (1,5€), como Americano (2€) ou Cappuccino (3€); ou uma das várias cervejas artesanais. E claro, para terminar com um doce, pode pedir uma fatia do requisitado cheesecake de forno (5€).

Para além da área para as bicicletas, também há espaço para relaxar e provar os bagels sentado — sem ser no selim. Apesar de funcionar bem ao balcão, a Lisbon Bicycle Kitchen tem cerca de 20 lugares entre o espaço interior e a esplanada.

No Lisbon Bicycle Kitchen quando não se comem bagels, reparam-se bicicletas.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida 24 de Julho, 88B
    1200-211 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das 10h às 18h. Sexta-feira, das 12h às 18h. Fecha à segunda e terça.
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Café

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