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Coininhas: a nova maravilha gastronómica de Portugal é um sucesso em Coina

As queijadas foram uma das vencedoras do concurso da RTP. Há vários anos que são uma especialidade no Barreiro.
“Você já comeu uma coininha?”

O Barreiro não tem um doce oficial da cidade, se bem que há uns quantos que podem perfeitamente concorrer nessa categoria. As bolas de manteiga da pastelaria Moderna são um desses exemplos, já que são conhecidas por todos os que por lá moram — e existem até várias pastelarias que as tentam imitar. Este fim de semana entrou mais um doce nessa competição: as coininhas.

Há alguns anos que são feitas na confeitaria Santa Coina, que usou o nome da freguesia para dar nome a estas queijadas e também ao próprio espaço. Um nome peculiar que pode dar aso a alguns enganos e trocadilhos, mas faz tudo parte do plano de marketing.

Este sábado, 5 de setembro, as coininhas foram um dos vencedores do concurso “Sete Maravilhas da Nova Gastronomia Portuguesa”. Este ano, a RTP lançou a iniciativa para reinterpretações e novos sabores nacionais. As coininhas venceram na categoria de doçaria.

Criadas por Andréia Borba e Agnaldo Borba, são umas queijadas feitas com um dos produtos mais conhecidos da zona, o queijo de Azeitão. Aqui é usado um requeijão de ovelha. São ainda compostas por gemas, açúcar e amêndoas. São produzidas de forma artesanal nesta confeitaria. Ficam dispostas na vitrine e são vendidas a 1,50€ cada.

O doce não usa qualquer farinha, por isso podem ser consumidos por clientes que sejam intolerantes ao glúten. Outro dos doces mais conhecidos deste espaço são os travesseiros de Coina. Aqui é usado o mesmo requeijão das coininhas. Gemas, açúcar e amêndoa são os restantes ingredientes usados na sua composição.

Cada uma custa 1,50€.

“Você já comeu uma coisinha?” Tem sido uma das frases mais partilhadas pelo espaço nas redes sociais, numa altura em que também estavam a fazer a divulgação do produto, uma vez que a escolha neste concurso da RTP era feita por chamada telefónica do público.

As coininhas foram o único produto da região da Grande Lisboa a figurar entre os vencedores das “Sete Maravilhas da Nova Gastronomia Portuguesa”. Nos petiscos, o vencedor foi a tábua de polvo, do Baptista, em Caminha. Já o prato vegetariano eleito foi o Do Campo à Salina, do À Terra, em Castro Marim. O melhor prato vegan é o mil-folhas de batata, do Cor de Tangerina, em Guimarães.

No peixe e marisco, o prato vencedor foi o rabos de polvo das bruxas, do Bem Bô, em Mirandela. A melhor sugestão de cozinha molecular está no Dom Júlio, de Vila Nova de Cerveira, o Veado do Bosque. O melhor prato de carne foi a Estrela do Mosteiro, do Mosteiro do Leitão, na Batalha.

Ao longo dos últimos meses foram vários os produtos concorrentes que passaram as eliminatórias. Participaram mais de 1.100 restaurantes de todo o País. Já em 2011 tinham sido eleitas as sete maravilhas da gastronomia nacional, estas mais generalistas, como a alheira de Mirandela, o queijo da Serra, o leitão e o arroz de marisco. Mais tarde, em 2019, houve um concurso para eleger as sete maravilhas doces do País.

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