À entrada do Croissant do Carmo, os clientes são recebidos por uma réplica deste bolo com cerca de um metro de altura. A instalação tem sido um dos maiores ímanes da nova cafetaria grab & go que abriu no início de abril no Largo do Carmo, no Chiado, focado na versão clássica do doce francês.
A trabalhar em restauração há cerca de uma década, Rui Gomes, de 44 anos, fundou o restaurante Cozinha no Ponto, na zona de Benfica em Lisboa, com a mulher, Cristiana Oliveira, de 41 anos. A par disto, a especialista em cake design também tem um projeto chamado Cheesecake by Cris onde cria bolos personalizados.
“Quando fechámos o estabelecimento, fomos viajar”, recorda o fundador. Quando chegaram a França, perceberam que havia um enorme potencial no croissant clássico, “muito simples, mas com atenção ao produto”. É de lá que chegam os ingredientes do novo negócio. “Importamos os produtos pela qualidade da manteiga e apostamos um processo de fabrico de qualidade”.
Como o espaço de 20 metros quadrados é limitado, o casal optou por oferecer uma experiência grab and go. Lá dentro, há também uma réplica de um limoeiro a combinar com as paredes em tons pastel de rosa e verde. Os mupis ajudam a facilitar a decisão dos clientes.
Apesar do croissant ser tradicional, dão um twist através dos sabores: cada um tem um nome que remete para um destino. É o caso do Lisboa, feito de doce de ovo (3,50€); do Roma, com Nutella (3,50€); do New York, com filadélfia e várias compotas (2,80€); do Paris, que é misto (4€); do Nórdico, com com salmão fumado, queijo creme e rúcula (5€); e do Ibérico, com presunto (4€).
“Acho que é a simplicidade que tem surpreendido. Há muitos croissants por aí, porque estão na moda, mas a aceitação tem sido melhor do que estávamos à espera”, diz Cristiana. “É realmente francês e sem grandes invenções. Queríamos passar essa ideia.”

Além dos croissants, o espaço inclui outras propostas como brownies, cheesecake basco, tarde de maçã e bolos de aniversário. Pode optar pelos combos com opções com brownie e expresso (2,50€), com croissant doce e pizza de cafetaria longa (4,50€) e o maior, com um croissant salgado, limonada ou morangada e café (6,50€).
Além das instalações de Rui, que trabalha com artes plásticas desde 2016, a croissanteria inclui um banquinho de apoio no interior e outro à porta. “A proposta é mesmo ser o mais prático para o cliente. Temos muitos turistas e vários portugueses, porque o croissant é uma marca internacional que vende por si.”
Em breve, o casal planeia ter sabores especiais com produtos portugueses. Têm em mente um com sabor a leite creme, mas outras ideias mais ambiciosas passam por misturas com rum flamejado ou gelado. Serão apostas “diferentes” para consolidar a marca, mas a privilegiar a sazonalidade.”
O que não muda é a “consistência do produto”, conclui Rui. “É crocante e derrete na boca por causa da manteiga, como um croissant clássico.”









