Cafés e Bares

De Moscow Mule a Kyiv Mule: o clássico cocktail está a mudar de nome em todo o mundo

Os ingredientes mantêm-se. O que varia é a forma de o pedir. Esta é mais uma maneira de mostrar apoio à Ucrânia no conflito.
O clássico Moscow Mule tem outro nome.

Vodka, cerveja de gengibre e sumo de limão. A combinação clássica do cocktail não muda, mas o nome porque é conhecido está a mudar nos bares em todo o mundo. Servido numa caneca de cobre, para manter a bebida fria, o Moscow Mule está ganhar uma nova forma de ser pedido: Kyiv Mule. Esta é mais uma forma de espaços e marcas mostrarem o apoio ao país que foi invadido pela Rússia a 24 de fevereiro.

“Mudámos o nome para aumentar a consciencialização sobre a crise humanitária que está a acontecer na Ucrânia. Também para chamar a atenção para a resistência do povo ucraniano e porque estamos a defender um mundo livre”, explicou Andrea Minoo à “Fox Business”. É responsável pelo Bond Bar and Lounge em São Francisco, nos Estados Unidos.

Também o Baker Street Burgers em Rockford, Illinois (EUA), seguiu o mesmo caminho. Desde o início de março que o Moscow Mule saiu do menu para dar lugar ao Kyiv Mule. Na preparação passaram a usar uma vodka ucraniana. “Por cada bebida vendida doamos um dólar à Unicef Ucrânia”, escreveram numa publicação na sua página no Facebook.

O Madrone Art Bar, em São Francisco (EUA), também já só vende a Kyiv Mule. Neste caso existe uma componente solitária. A bebida está à venda por 12 dólares (10,90€) e dois dólares (1,80€) revertem a favor do Cares Ukraine Crises Fund, segundo a “Fox Business”.

“Ao retirar a vodka russa mais vendida deste cocktail, substituindo-a por uma ucraniana e dando o nome de Kyiv Mule, estamos a mostrar solidariedade com o povo inocente da Ucrânia. É possível, mesmo a uma pequena escala, influenciar o comportamento e consciência das pessoas? Não sei, mas estamos a fazer esse esforço”, explicou Michael Krouse, dono do Madrone Art Bar.

Alguns espaços no Brasil estão a adotar a mesma ideia. É o caso do Booxbar, no Rio de Janeiro. Deixou de preparar a bebida com vodka russa e passou a usar referências que chegam da Polónia e da Finlândia. O mesmo aconteceu com o Officina Restô Bar, em Curitiba.

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