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Está quase a abrir em Lisboa o café onde trabalham pessoas com problemas cognitivos

O projeto foi conhecido em maio e agora é conhecida a data de abertura. A cadeia da Joyeux nasceu em França.
O café emprega jovens com perturbações do desenvolvimento intelectual.

O primeiro espaço da Joyeux abriu em Rennes, França, em 2017. Neste café são empregadas pessoas com perturbações do desenvolvimento intelectual, portadoras de trissomia 21, autismo e outros distúrbios. Depois de cinco espaços no país de origem, a cadeia chega a Lisboa já na próxima semana. O projeto foi conhecido em maio deste ano e esta semana ganhou data de abertura.

É a 23 de novembro, na terça-feira, que é inaugurado o primeiro Joyeux na capital. O espaço fica no número 26 da Calçada da Estrela. Por cá, a Fundação Émeraude Solidaire fez uma parceira com a Associação VilacomVida. O objetivo passa por abrir entre cinco a sete cafés no País.

“É para nós um grande orgulho e privilégio, mas também uma grande responsabilidade, o desenvolvimento da marca solidária e inclusiva Joyeux, com a qual temos tanto em comum. A nossa missão é mudar o olhar sobre a incapacidade mental e cognitiva através do encontro e da partilha”, explica Filipa Pinto Coelho, presidente da VilacomVida.

“Propomos uma oferta de qualidade no âmbito da restauração, que permite desta forma um contacto mais próximo, regular e positivo com a diferença. A assinatura deste acordo é o culminar de um longo e profundo trabalho de conhecimento mútuo entre os dois projetos”, continua.

Os colabores da Joyeux foram formados por uma equipa de recursos humanos com experiência em gestão e cozinha. Vão desempenhar as várias tarefas diárias: desde o atendimento à caixa, passando pelo serviço de sala e cozinha.

“Que orgulho para as nossas equipas e para nós, o de ver o nosso conceito desenvolver-se no vosso País. Continuar esta missão por um mundo mais inclusivo internacionalmente é, para nós, um sonho, que se vai tornar realidade, graças a vocês. Porque não há fronteiras para a inclusão”, explicou Yann et Lydwine Bucaille, um dos co-fundadores do projeto quando foi assinado o acordo para a chegada do conceito em Portugal.

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