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Fãs de cerveja artesanal: há um novo spot no Porto com 22 torneiras, hambúrgueres e francesinha

A Letraria Porto Downtown abriu a 1 de março e quer educar os portuenses (e não só) para a versatilidade do mercado artesanal.
Há muita variedade para provar.

É na Rua dos Mártires de Liberdade, próximo de Cedofeita, o bairro mais badalado da cidade, que a Letra dá mais um passo na afirmação como marca de referência nacional no que toca ao mundo da cerveja artesanal, abrindo o seu sexto espaço e segundo na cidade do norte. A Letraria Porto Downtown foi desenhada para ser o ponto de encontro dos amantes de cerveja artesanal, mas também tem as portas abertas para aqueles que não têm medo de experimentar coisas novas.

À chegada, a passagem pela primeira sala oferece uma visita guiada pelo processo cervejeiro, ilustrado com latas e garrafas da outras edições, abrindo o apetite para o que vem a seguir. Falamos de um imponente bar com 22 torneiras, de onde se destacam as diferentes 15 opções de cerveja Letra, deixando ainda espaço para outras referências nacionais e internacionais de cerveja e kombucha.

Foi em outubro de 2013 que dois amigos universitários resolveram preencher uma lacuna no mercado português: a cerveja artesanal. Filipe Macieira e Francisco Pereira viram em Vila Verde a casa para a produção do seu produto, que trouxesse autenticidade regional. As dificuldades logísticas e a necessidade acrescida de se darem a conhecer num mercado competitivo impediu a sua vontade de educar as pessoas sobre a cerveja artesanal.

“Lançamos cervejas com nome de letras precisamente para conseguirmos abranger características diferentes, para momentos e gostos distintos. Esta estratégia consegue adaptar-se tanto a especialistas em cerveja artesanal, como aqueles consumidores amadores que querem aprender mais sobre este universo”, começam por explicar à NiP, os fundadores de 38 anos.

Filipe é natural de Braga e foi durante o Erasmus na República Checa, em 2008, que descobriu a cultura cervejeira. Desde então desenvolveu a paixão por esta bebida e pela exploração de novos sabores e aromas, aliando a arte de ser Beer Sommelier com a arte de bem receber todos os visitantes. Já Francisco é natural de Ponte de Lima e é, desde 2015, doutorado em Engenharia Química e Biológica, encontrando na Letra o equilíbrio entre inovação e empreendedorismo.

O objetivo das cervejas Letra (e das Letrarias) é então educar as pessoas para a alargada diversidade de aromas e sabores por detrás desta bebida. As propostas da marca vão da letra A à letra G e, tal como acontece no alfabeto, convém começar pela A e ir avançando, uma vez que a A é a menos intensa e a G é a mais desafiante.

Nesse sentido, a Letra A é uma Blonde Ale (mais suave de sabor), a B uma Bohemian Pilsner (amargar mais intenso), a C uma Oatmeal Stout (cerveja preta robusta mas doce e cremosa), a D uma Red Ale (doçura que se transforma em amargo), a E uma Belgian Dark Strong Ale (evolui no aroma), a F uma American India Pale Ale (a mais vendida, com aroma tropical) e a G uma Imperial Stout (sabores torrados intensos).

O preço das cervejas no espaço varia entre os 2,60€ e os 3€, se for de 25 centilitros, e entre os 4€ e os 5€, no caso de 50 centilitros. “Desde o lançamento, que temos vindo a produzir edições limitadas e surgiu esta necessidade de ter espaços próprios. É aqui que nascem as Letrarias (neste momento seis no total), que além de espaços descontraídos para estar umas horas, são mostruários vivos de todo o universo Letra”, acrescentam.

A abertura deste sexto espaço surge da necessidade de a marca querer receber mais clientes. A letraria, na Rua da Alegria, já estava a ficar pequena para a quantidade de sonhos (e cervejas) que esta dupla de amigos ainda quer concretizar.  

Contudo, este novo hot spot não é feito só de cerveja. Segue-se assim a sala de refeições, com capacidade para 40 pessoas, que abre espaço à partilha de petiscos tradicionais, assim como outros mais exóticos. Entre eles, destacam-se a tábua de queijos e enchidos (18€), os pimentos padrón (6,50€), as chamuças de carne (8€), o misto de cogumelos frescos (9,50€) e o hummus com pão pita (6,50€).

Também há diversas propostas como os hambúrgueres de assinatura da marca, como a double bacon cheese (14,50€), a de frango ou a vegana (12,50€). Já a francesinha (13€) é bem diferenciadora, com influências minhotas, apresentando um molho ligeiramente mais carregado de sabor, mas sem o picante incomodar os mais sensíveis.

Há ainda naco de alcatra servido com batata rústica e legumes salteados (18,50€) ou salada de salmão (9,50€). A grande surpresa do espaço é revelada no pátio das traseiras, onde uma oliveira centenária, colocada no meio de confortáveis sofás corridos, dá as boas-vindas a tardes de convívio ao sol e a noites bem passadas entre amigos.

Se ficou curioso, carregue na galeria para conhecer o espaço e as suas propostas. 

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