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Gulato: os novos gelados artesanais da Comporta que esgotaram no primeiro dia

Começou em soft opening e ficou sem stock de alguns dos sabores. São vendidos em triciclos nas praias e vilas da zona.
Os sabores são vendidos em triciclos.

Durante três meses, Gonçalo Diniz e Pedro Machado viajaram de mota pela Europa. O percurso, que fizeram em 2018, começou em Inglaterra, passou pela Suíça, Alemanha, Estónia, Áustria, Montenegro e Croácia. Em Dubrovnik apanharam um ferry para Bari, rumo ao destino final em Itália: Bolonha. Aí ficaram um mês, para aprenderem a fazer gelados artesanais, técnicas que viriam a por em prática em Portugal, na Comporta, na gelataria que acabaram de abrir: a Gulato.

O projeto tem sido um sucesso e ainda nem sequer abriu oficialmente. “Começámos no último fim de semana de maio, em soft opening, e esgotámos alguns dos sabores”, explica à NiT Gonçalo Diniz, 46 anos. O caramelo salgado, o morango e o chocolate com laranja tiveram de ser repostos mais rapidamente. A Gulato abre de forma regular este sábado, 1 de junho, e vai manter-se ao longo do verão em diferentes zonas.

“Quando estávamos à procura de um espaço para abrirmos o projeto, vimos que na Comporta já estava tudo saturado. Acabámos por ficar com um local na aldeia do Possanco. Como é longe, optámos por criar ali a zona de produção e vender os gelados com o apoio de dois triciclos.”

Vão estar fixos durante o verão com um ponto de venda na praia da Comporta, mesmo na plataforma de acesso ao areal, e no Carvalhal, ao lado do restaurante O Dinis. Estarão abertos de terça-feira a domingo durante o meio-dia e as 18 horas. Já ao final da tarde, a partir das 19 horas, seguem para as localidades do Carvalhal e Comporta, aí sem ponto fixo. “Vamos para onde estão as pessoas.”

Um dos triciclos é o Gabriel. O outro chama-se Rafael. Em cada um estão disponíveis sete sabores. Há versões normais, mas também sorbet e com pouco açúcar. Estão também a trabalhar em alternativas vegans, onde vão usar leite de arroz, preparado com o produto da região. “Quisemos fazer opções que agradassem a todas as pessoas.”

Há pistácio, doce de leite, cheesecake com goiaba, natas, morango, chocolate, chocolate fondant, pinhão, figo, laranja ou erva príncipe. Vão estar abertos durante quase toda a semana, mas a produção será feita pelo menos de três em três dias. Em copo ou em cone pode pedir um sabor (2,80€), dois (3,50€) ou até três (4,40€). Os plásticos que usam são de vegetais e biodegradáveis.

Também pode levar gelado para a praia. Há caixas de take-away feitas em cortiça que mantêm a temperatura durante uma hora.

Gonçalo Diniz e Pedro Machado viviam há mais de 15 anos em Londres. Gonçalo trabalhava na área da fotografia e Pedro em dança contemporânea. Casaram, decidiram mudar de vida e voltar para Portugal. “Comprámos um terreno na Comporta e construímos uma casa.” Mudaram-se em 2017 e durante 2018 fizeram um ano sabático, para se dedicarem à tal viagem de mota e começarem a preparar o negócio.

Quem manda nisto tudo?

Nome: Gonçalo Diniz
Idade: 46 anos
Sabor favorito: pistácio com sal
Convença-nos a visitar este espaço:” Somos a única gelataria artesanal a fabricar na Comporta e com qualidade.”

Carregue na galeria para conhecer melhor o Gulato.

FICHA TÉCNICA

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