Cafés e Bares

As históricas discotecas Tokyo, Jamaica e Europa vão mesmo sair da rua cor-de-rosa

O projeto já é antigo, mas vai mesmo acontecer este ano. A nova casa será no Cais do Gás (e com mais espaço para dançar).
Novidades na noite de Lisboa.

As discotecas Tokyo, Jamaica e Europa vão deixar a Rua Nova do Carvalho, mais conhecida como rua cor-de-rosa, no Cais do Sodré, e vão mudar-se para o Cais do Gás, o quarteirão atrás da Estação de Comboios do Cais do Sodré e ao lado do estação fluvial. A mudança está marcada para este ano. 

Os futuros espaços vão dar nova vida a antigos armazéns em frente do Tejo, o que irá transformar a dinâmica da noite lisboeta, cujo foco passará a estar centrado nesta nova zona. “A era do Cais do Gás sucede à do Sodré”, salientam os responsáveis.

Este projeto já era notícia em 2018, quando se falou então na possibilidade de se tornarem os próximos vizinhos do B.leza e do Titanic Sur Mer, nos armazéns do Cais do Gás, embora apenas a poucos minutos a pé do sítio onde sempre estiveram. O encerramento dos três espaços noturnos, no entanto, já era falado ainda há mais tempo.

Agora vai mesmo acontecer. O processo de mudança está em curso e as obras arrancam no mês de março. A nova área bruta é de 675 metros quadrados e será dividida em partes iguais (225 metros quadrados cada) pelos clubes. As lotações máximas futuras serão de 309 clientes no Jamaica, 235 no Tokyo e 322 no Europa. A inauguração está prevista para os últimos dois meses do ano, embora a data especifica dependa da evolução da pandemia (e respetivas restrições por questões de saúde pública).

O site do Cais do Gás vai permitir acompanhar a evolução do projeto. “O perfil dos clubes continuará sólido: os clássicos da pop-rock no Jamaica, concertos no Tokyo e a música electrónica no Europa”, destaca-se ainda.

Este projeto de mudança resulta de um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, proprietária dos armazéns que se encontram em terreno da Administração do Porto de Lisboa. Os projetos de arquitetura e as obras são pagos exclusivamente pelos três clubes. A este investimento na recuperação de propriedade camarária acresce o pagamento à autarquia de uma renda. A CML beneficia, em valor patrimonial e em verba, de uma cifra a rondar os 2,3 milhões de euros. 

 

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