Sob a icónica banda sonora de Hans Zimmer, Christopher Nolan retrata em “Inception” a história de um ladrão que possui a rara habilidade de roubar segredos do inconsciente. Durante o filme, lançado em 2010, o realizador transporta o público “para um mundo onde os limites entre o sonho e a realidade se esbatem” — uma dualidade que serviu de inspiração para o novo brunch que abriu em Lisboa.
O que é que um filme sobre sonhos e um restaurante podem ter em comum? “A filosofia”, responde Ludemila Onofre, a gerente do espaço, onde o abstrato e o abismo confundem-se entre estados e estão representadas nas paredes. No Inception foram utilizadas diferentes inspirações de filme para criar uma decoração invulgar. Por exemplo, entre as diferentes camadas que cobrem a parede destacam-se umas máscaras que parecem querer escapar do submundo.
Os detalhes foram pensados pelos proprietários, que adoram o filme e decidiram criar diferentes áreas para que outros “possam sonhar”. A melhor parte, é que ali os sonhos são alimentados com propostas caseiras e café de especialidade que chega da Dinamarca.
O espaço abriu no final de agosto e os pratos são feitos à base pão “mas pensados de forma equilibrada”. Nos destaques encontram-se a The Vibe (17€), uma omelete feita à moda francesa, com caviar, salmão fumado, abacate, humus e tomate cherry e a omelete japonesa (17€), que junta língua de boi, cogumelos salteados, tomate cherry e curgete marinada.
Para quem prefere ovos mexidos, podem sempre escolher o Onírico (16€), acompanhados com quinoa, humus e abacate, ou o Conceito (17€) com tostas, salmão fumado, quinoa e salada. Claro que os clássicos ovos benedict também não faltam. No Inception chamam-se Avocad Benedecit (12€) e acompanham com pasta de abacate e molho holandês, mas são servidos num croissant amanteigado.
Nas sanduíches de assinatura têm uma especialidade ainda pouco conhecida em Lisboa, o pastrami. Não sendo um ingrediente muito comum na cozinha portuguesa, pode até ter sido induzido em erro e pensado que se trataria de um qualquer condimento secreto. Não é bem assim. “Trata-se de um fumado, normalmente cortado do peito do boi, por ser mais rica em colagénio e gordura. Após o corte é imersa numa solução salgada que serve para amaciar a carne e preservá-la.”
Depois de cortada, a carne tem de passar 12 dias em salmoura para posteriormente ser esfregada com especiarias. A seguir é fumada e só após esse processo é que é cozinhada a baixa temperatura. Para o último passo são necessários mais dois dias. Pronta a carne, vem o passo mais fácil: colocá-la aos molhos no interior de uma sandes, com todos os outros ingredientes a que tem direito. No Inception servem com pickles, mostarda num pão de focaccia (16€).
Claro que como se trata de um brunch, não faltam panquecas. Há de pistácio (16€), ou com chocolate (15€). Mas uma as mais pedidas são a versão americana (15€) servidas com morangos, mirtilos e rodelas de banana e finalizadas com maple syrup.
Para acompanhar há cafés de especialidades, feitos com os grãos que chegam da Dinamarca e torrados especialmente “para o sul da Europa”. “O café é pensado mesmo para o público português. Depois criamos os clássicos americanos (3€), expresso (1,80€), latte (4,50€), ou machiato. As bebidas com leite podem ser feitas com leite sem lactose, ou bebida vegetal”, esclarece Ludmila. Há ainda propostas feitas com a V60 ou cold brew (4,20€) e matcha (5,50€). “O matcha vem do Japão e temos opções com fruta que se têm destacado nestes primeiros tempos”, refere a gerente.
O espaço tem capacidade para 50 pessoas, divididos por dois pisos, que forma decorados em tons de verde e bege e com detalhes a cor de rosa. “Queríamos um espaço acolhedor e mais privado, daí a localização nesta rua e não numa das mais movimentadas da Baixa”, adianta Ludmila.
Carregue na galeria para descobrir o novo brunch em Lisboa.

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