Durante algum tempo, Francisco Santos imaginou uma vida bem diferente da que leva agora. Licenciado em Gestão Logística no ISCTE, trabalhou durante seis meses na Multicare, mas rapidamente percebeu que uma carreira fechado no escritório não era aquilo que procurava. Um ano depois de criar a Makai na Fonte da Telha, Francisco levou o projeto para outra zona da Costa da Caparica.
O novo espaço abriu a 16 de maio deste ano e marca a fase seguinte da marca, que já sonha chegar a outras praias do País. Pelo meio, há ainda outro objetivo: criar um “Makai sobre rodas”, para marcar presença em eventos e festivais.
“Sempre tive o sonho de empreender”, conta à NiT o fundador, de apenas 24 anos. A vontade de criar algo próprio era um desejo antigo. Chegou a ajudar os pais a desenvolver a loja online do negócio familiar de venda de tapetes, mas foi apenas no início de 2025 que decidiu dar o salto em nome próprio.
A oportunidade apareceu num local que conhece desde criança: a Fonte da Telha. “Gostava muito de açaí e tinha de me deslocar bastante para encontrar um que considerasse realmente bom”, recorda. Foi essa lacuna que o levou a criar a Makai Açaí, um projeto que junta alimentação saudável, praia e um estilo de vida descontraído inspirado em destinos costeiros como Bali, na Indonésia.
O primeiro espaço abriu numa concessão de praia da Fonte da Telha. O sucesso foi imediato. Tanto que, logo na primeira semana, recebeu um convite para abrir o segundo ponto de venda na Costa da Caparica. “Na altura agradeci, mas não tinha estrutura para isso”, admite.
A ideia ficou guardada. Meses mais tarde, já no final da época balnear, reuniu-se com os responsáveis do Zama, um dos bares de praia mais conhecidos da Costa da Caparica. Foi aí que nasceu este novo ponto da Makai.
O espaço funciona dentro do bar de praia, mas tem uma zona própria e uma identidade independente. Na prática, é uma espécie de “loja dentro da loja”, onde os clientes podem encontrar toda a oferta da marca sem sair do Zama.
A escolha do produto foi a etapa mais demorada de todo o processo. Ligado ao desporto e atento à componente nutricional dos alimentos, Francisco queria uma alternativa diferente das opções mais populares do mercado. “Procurei durante bastante tempo. O mais importante para mim era encontrar um açaí que fosse 100 por cento biológico, sem adição de açúcares nem xarope de guaraná.”
O resultado é um produto mais intenso e menos doce do que a maioria dos açaís servidos em Portugal. A filosofia prolonga-se nos toppings escolhidos para acompanhar cada copo. O menu funciona de forma simples. Por 9,50€, cada cliente pode criar o próprio açaí, escolhendo duas frutas, um topping sólido e um topping líquido.
Entre as frutas disponíveis estão morango, banana e kiwi. Quem quiser, pode ainda acrescentar polpa de maracujá ou polpa de manga, por mais 1€.

Nos toppings sólidos destacam-se a granola, o coco laminado e o tradicional leite em pó. Existem ainda opções como paçoca (mais 1€) ou whey protein (mais 2€), especialmente procuradas por quem pratica desporto.
Já na secção dos toppings líquidos encontram-se escolhas como mel, leite condensado e manteiga de amendoim. Uma das combinações mais pedidas inclui ainda creme de pistácio, disponível por mais 2€.
Segundo o fundador, o objetivo foi sempre criar uma oferta equilibrada entre sabor e bem-estar. “Tentei escolher opções o mais saudáveis possível, sem perder a componente de prazer.”
A imagem da Makai também nasceu das mãos de Francisco. Foi ele quem desenvolveu o logótipo, o branding e a estética da marca. As referências são assumidas: praia, surf, verão e um ambiente descontraído que remete para destinos tropicais.
“Queria algo simples, ligado ao mar e à costa. Toda a imagem foi construída à volta dessa ideia.”
A maioria dos clientes são turistas e estrangeiros que passam férias na região. Segundo Francisco, essa proximidade acabou por ser uma das maiores surpresas do projeto. “A receção tem sido incrível. Muitas vezes as pessoas estão de férias, param para conversar um pouco, tornam-se clientes durante alguns dias e acabam por voltar quando regressam a Portugal.”
Hoje, um ano depois do arranque do primeiro espaço, Francisco já consegue dedicar mais tempo ao crescimento da marca e menos à operação diária. O objetivo passa por continuar a expandir o conceito através de novos pontos de venda sazonais ao longo da costa portuguesa.
“Gostava de criar uma rede de pequenos pop-ups junto ao mar, sempre em parceria com bares de praia.”
Os planos não ficam por aí. O empreendedor imagina uma versão itinerante do negócio. “Um dia gostava de ter um Makai sobre rodas para participar em eventos, festivais e iniciativas ao ar livre.”
Carregue na galeria para ver algumas imagens do espaço e do Açaí do Makai.








