Cafés e Bares

No Bar da Vera há punhetas, grelada e happy hour com canecas de cerveja a 1,50€

O espaço pertence ao Shortys, mais conhecido como “casinha dos shots”. Os nomes do mini cocktails são sugestivos.
Os sabores são originais.

Rata Seca, Grelada, Cona da Tia ou Colhão Doce. Não estamos a fazer uma lista de alcunhas obscenas, apenas a citar algumas das propostas que pode encontrar na carta de shots do novo espaço do Bairro Alto. Porém, não espere copos cheios de tequila, absinto ou whisky. No Bar da Vera, que abriu no final de maio, há mais de 90 propostas de autênticos mini cocktails com nomes sugestivos.

Quando abriu o primeiro espaço, em 2013, Vera Coelho sabia que só conseguiria vingar na zona mais movimentada da capital se apostasse num conceito diferente e foi o que fez com o Shorty’s. Após alguns meses a passar despercebido, o spot —, que ficou conhecido como “a casinha dos shots” —, sofreu uma reviravolta. 

Nascida e criada no Bairro Alto, a empreedora de 37 anos, sempre esteve atenta às movimentações daquela zona da capital. A dada altura, um dos vizinhos perguntou-lhe se não queria ficar com o pequeno espaço do número 29 da Travessa da Cara. Embora o spot tivesse apenas 23 metros quadrados e a lisboeta não tivesse qualquer experiência como bartender, aceitou o desafio,

“Antes de receber a proposta para ficar com o Shorty’s trabalhava em cozinha e não fazia a mínima ideia de como gerir um bar. Os primeiros meses foram difíceis porque não tinha como sobressair-me face à concorrência. Depois percebi que podia usar a minha experiência anterior e criei shots com sabores diferentes”, conta à NiT.

Punhetas, Greladas ou Sininhos. Os nomes foram pensados para chamar a atenção e “são bastante sexuais”, descreve a proprietária, que assegura que os sabores é que fidelizam a clientela. “Utilizamos bebidas menos fortes e combinamos com licores para criar propostas originais. Foram um sucesso. Aliás, até quem não costuma beber álcool ou shots acabava por vir à ‘Casinha dos Shots’ como ficámos conhecidos para provar as nossas sugestões”, adianta.

O sucesso foi tal que a rua começou a ser ocupada com filas de clientes que queriam pedir as bebidas do Shorty’s. “Trabalhávamos em horário reduzido, porque não éramos reconhecidos como um bar, dadas as dimensões. Tínhamos de encerrar à meia-noite e muitas vezes com clientes ainda em fila por atender”, refere.

Após muitos meses à procura de um espaço para um novo bar, Vera acabou por aproveitar o encerramento do Cave, na Rua da Rosa. O antigo negócio tinha ficado como conhecido como “um bar de fascistas que fazia ameaças a casais homossexuais”. Embora o proprietário tenha negado tudo, acabou por encerrar no ano passado e a empresária não deixou passar a oportunidade.

“Aproveitámos o trespasse e para desagrado dos antigos clientes do espaço, levei o conceito comigo. O espaço antigamente todo preto, virou para algo cheio de cor, com pinturas de Amy Winehouse e Freddie Mercury na parede. Implementei tudo o que tinha no espaço pequeno e passei para um local muito maior. Somos um bar gay friendly, temos sala privada para as happy hours com canecas a 1,50€ ou festas de aniversários e, claro, mais de 90 sabores de shots”, explica.

O famoso shot Punheta, com caramelo salgado e licor de pipoca, e o Fuck You Very Much, com licor de lima, extrato de gengibre e polvilhado canela, são os dois bestsellers. O Grelada é outro dos mini cocktails mais pedidos. É feito com tequila rosa, chocolate negro e coberto com chantilly e confettis. Os que gostam de um bom espetáculo podem sempre provar o Sininho, uma bebida flamejante com absinto e whisky. O preço é o mesmo para todos: 2€.

A parte boa é que assim que prova o primeiro a contagem começa: quando pedir o nono shot recebe um de oferta. Se não quiser acabar a noite rapidamente, pode sempre trocar uma avaliação do bar por um shot gratuito.

Nem tudo é sobre estas bebidas minúsculas. Há também caipirinhas tropicais, como a de maracujá ou a de coco. O sabor mais recente é o de jabuticaba, “uma fruta brasileira parecido ao mirtilo que trouxe para agradar aos clientes brasileiros”. Os preços variam entre os 4€ e os 6€ dependendo do tamanho do copo.

Se lá passar entre as 19 horas e a meia-noite pode aproveitar a happy hour com canecas de cerveja de meio litro a 1,50€. Mas como não se deve beber sem picar qualquer coisa, Vera oferece sempre tremoços, azeitonas e pipocas. “Em breve teremos batatas fritas, tostas e coxinhas de frango”, adianta.

A sala privada pode ser reservada para festas de aniversário (ou de outro tipo). O “aluguer” custa 60€ consumíveis, ou seja, os clientes podem escolher uma garrafa de uma bebida espirituosa nesse valor e Vera oferece os sumos e as frutas para poderem fazer os próprios cocktails.

Carregue na galeria para ver mais imagens do bar no Bairro Alto, onde os shots têm nomes muito sugestivos.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. da Rosa 154, e 156
  • HORÁRIO
  • Segunda a domingo das 19h às 2h
PREÇO MÉDIO
Menos de 10€
TIPO DE COMIDA
Bar

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