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O novo bar de Lisboa que parece saído de “Peaky Blinders”

O The George está com nova gerência e um conceito. Mantém a essência de um pub e todos os funcionários estão fardados a rigor.
O nome manteve-se, The George.

“Isto parece mesmo o The Garrison, o bar de ‘Peaky Blinders’.” O comentário chegou aos novos responsáveis do The George, na Baixa de Lisboa, via mensagem de amigos ou até in loco, quando visitaram o espaço que tinha acabado de mudar de donos. Os novos sócios assumiram o conceito, vestiram os empregados com fardas a rigor, algumas obras e meses depois o espaço está de novo de portas abertas.

O novo The George está em soft opening desde o início de maio. A inauguração oficial ainda está para acontecer, mas o projeto já está bem delineado. Apesar das comparações feitas pelos amigos, o bar manteve o nome do anterior projeto que ali estava, mas à empresa que constituíram deram o nome de Peaky Blinders Lisboa.

O espaço já pertencia a Luís Alcobia, 52 anos, que o estava a arrendar aos antigos proprietários do The George. Esta foi mais uma das consequências da pandemia, uma vez que o espaço encerrou logo quando os primeiros casos foram identificados no País e não voltou a abrir nos meses seguintes.

“Chegou-me o administrador de insolvência a entregar as chaves”, recorda à NiT Luís Alcobia. Começou a pensar numa forma de rentabilizar o espaço e é aí que entram Miguel Cândido, 24 anos, e Élio Cordeiro, 29. Os dois jovens tinham aberto um bar em Palmela no verão de 2020, o Wine Love. Contavam com alguma experiência, mas também estavam à procura de algo maior.

“Abrimos o espaço de Palmela em plena pandemia. Começou a correr bem, mas sempre pensámos em ter uma coisa maior, com mais pinta”, explica à NiT Miguel Cândido. Foi aí que aceitaram o desafio de Luís Alcobia. Os três sócios acabaram por ver a série completa de “Peaky Blinders”, tudo para se inspirarem para o que ali queriam fazer.

O bar tem capacidade para 62 pessoas.

O bar tem muitas semelhanças com o anterior espaço. As oito televisões ganharam molduras à volta. O  The George continua a ser um pub onde o desporto será sempre uma constante. Outra das diferenças está nos empregados, todos fardados a rigor.

“Os fatos foram todos feitos por medida. Os tecidos foram comprados aqui na Baixa e feitos depois para cada um dos empregados”, conta Luís Alcobia. Cenira Heringuer, uma costureira de Setúbal, foi a responsável por os criar. Todos têm calças pretas, camisa branca e colete preto. Aos homens foi ainda dada uma gravata. A farda fica completa com uma boina, também ela preta.

Outra das novidades é referente ao menu. “Quisemos trazer uma cozinha mais moderna, algo que fosse também a fusão de um pub inglês, mas com opções mais para o público nacional.”

Há asinhas de frango (8,90€), pica pau de novilho (8,90€),  bife tártato de novilho (12,90€), prego de atum (12€) ou prego de novilho (8€). Isto mais nos petiscos. Já nos pratos principais há salmão com espargos e molho de manteiga (14,90€), um atum braseado com esmagada de batata, legumes e molho de coco (22€), ou um tomahawk grelhado com legumes e batata recheada (12,90€). Tudo isto para acompanhar com uma carta de bar que junta alguns cocktails de autor.

Neste renovado bar haverá ainda música ao vivo a partir das 20 horas com vários artistas convidados. Falta ainda criar uma zona onde vão vender algum merchandising, como é o caso das boinas.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo The George.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Crucifixo, 58, Lisboa
    1100-184 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das: 12:00
  • Às: 22:30
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Bar

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