Escolher uma garrafa de vinho pode ser um compromisso demasiado grande para quem só quer beber algo enquanto petisca qualquer coisa. No Nico’s, em Lisboa, há várias referências servidas a copo, acompanhadas por burrata, queijos gratinados, ostras e tábuas para dividir.
O novo wine bar abriu a 15 de agosto, junto ao Mercado de Sapadores, entre a Graça e a Penha de França. O projeto pertence ao casal Inês Santos e Bruno Thomaz, que decidiu apostar num espaço pequeno e descontraído, pensado sobretudo para os finais de tarde e noites.
O nome não surgiu de uma referência ao vinho nem de uma personagem inventada para o conceito. “Nico’s” é a alcunha pela qual a mãe de Inês a trata desde pequena. Quando chegou o momento de batizar o projeto que criou com o namorado, decidiu recuperá-la como uma homenagem pessoal.
A carta é curta e não tenta transformar o espaço num restaurante convencional. A ideia passa sobretudo por colocar vários pratos no centro da mesa, pedir uma garrafa ou alguns copos de vinho e ir partilhando.
Para começar, há pão (2€), azeitonas marinadas (3€) e chips de batata-doce com maionese de trufa (4,50€). Depois aparecem propostas mais compostas, quase todas construídas em torno de queijos.
Uma das opções é o requeijão com compota de abóbora (8,50€). O queijo de cabra chega gratinado e acompanhado por compota de tomate (9,50€), enquanto o camembert também vai ao forno, neste caso com mel e frutos secos (12€).
A burrata é outro dos ingredientes com maior presença na carta. Pode ser servida com tomate cherry e pesto (12,50€) ou numa versão mais intensa, com presunto e azeite de trufa (13,50€).
Para quem prefere prolongar o petisco, existem três tipos de tábuas. A seleção de queijos, acompanhada por compota de abóbora e frutos secos, custa 16,50€ no tamanho mais pequeno e 27,50€ no maior. A de enchidos fica por 15,50€ ou 26,50€, enquanto a versão mista, que junta queijos e carnes curadas, custa 17,50€ ou 29,50€.
As ostras completam a parte mais curta da ementa e podem ser pedidas à unidade por 3€. Um conjunto de seis fica por 12€.
Naturalmente, boa parte da atenção está na garrafeira. A seleção atravessa várias regiões portuguesas, do Minho ao Alentejo, passando pelo Douro, Dão, Tejo, Lisboa e Setúbal. Quem não quiser pedir uma garrafa inteira pode escolher entre várias referências disponíveis a copo.
Nos brancos, por exemplo, o Casa de Paços Loureiro, do Minho, custa 5€ a copo e 19€ a garrafa. O Vale do Homem Alvarinho fica por 6€ ou 22€, enquanto o Desvaneio Curtimenta, de Lisboa, custa 7,50€ a copo e 28€ a garrafa. Existe ainda um vinho escolhido diariamente, servido a 4€ o copo.
Nos tintos, os preços a copo começam nos 7€, caso do Gravuras do Côa Reserva e do Banda D’Além Castelão. Há também referências do Tejo a 8€ e o Desvaneio Tinto, de Lisboa, a 8,50€. Para quem prefere rosé, o Leonor a Princesa custa 5€ a copo e 18€ a garrafa.
O vinho, porém, não é obrigatório. A carta inclui cocktails conhecidos, como Aperol (7€), caipirinha (7€), mojito (7€) e Negroni (9€). As cervejas começam nos 2,20€, a limonada custa 2€ e existem ainda opções sem álcool.
Inês e Bruno quiseram também que o espaço pudesse receber clientes acompanhados pelos animais, por isso o Nico’s é pet friendly. A ideia encaixa no registo informal que procuraram para o projeto, mais próximo de um sítio para beber um copo e dividir petiscos do que de uma refeição com vários momentos.
O preço médio indicado pelo casal ronda os 20€ por pessoa, embora o valor dependa naturalmente do vinho e do número de pratos pedidos.
Carregue na galeria para conhecer o Nico’s, junto ao Mercado de Sapadores, e alguns dos petiscos que fazem parte da carta.








