Cafés e Bares

O paraíso da pastelaria francesa fica na Parede e tem croissants, éclairs e muito mais

O croissant de espargos verdes com cream cheese é imperdível, assegura Fábio, responsável pelo projeto 100 por cento artesanal.
Não falta o que provar.

Com um pai pasteleiro, não surpreende que Fábio Mendes, hoje com 38 anos, tenha crescido rodeado de bolos e doces de todos os tipos. Pelo mesmo motivo, a arte de confecionar estes produtos sempre o fascinou, mas apenas aos 17 anos decidiu que queria, efetivamente, fazer dela profissão.

Resolveu então investir na área, em Luxemburgo, país para o qual se mudou quando tinha 14 anos e os pais precisaram emigrar. “A formação foi feita a tempo inteiro na entidade patronal, a Pâtisserie Oberweis — uma das melhores da Europa. À escola, a Hotelière de Diekirch e Bonnevoie, ia uma vez por semana”, conta à NiT. Assim foi entre 2001 e 2005. Seguiram-se anos enquanto profissional na Oberweis, onde aprendeu grande parte do conhecimento que agora aplica no seu negócio próprio.

Falamos da Pâtisserie Paraíso Sucré, que abriu na Parede em junho e, desde essa altura, tem conquistado quem por lá passa com “magníficos croissants, não só doces como salgados também — o de queijo de cabra com bacon e o de espargos verdes com cream cheese são imperdíveis —, os incontornáveis éclairs e tarteletes de todos os tipos”, enumera o responsável.

Destaca, contudo, o mil folhas. “Com massa folhada caramelizada, creme pasteleiro artesanal e vagem de baunilha de Madagáscar, é um dos produtos mais populares”. Na montra, sobressaem, igualmente, as cookies, os palmiers, os caracóis doces e as baguetes, por exemplo. Tudo isto pode ser apreciado na sala interior (12 lugares) ou na esplanada (10), seja com sumos naturais, kombuchas, chás ou cafés.

O negócio surge após mais de 21 anos de experiência, cinco deles já em Portugal. “Regressei em 2017 e, antes de embarcar nesta aventura, trabalhei em outras pastelarias”. Apesar de ser grato aos sítios pelos quais passou, e dos quais guarda boas memórias, sentiu necessidade de criar algo de raiz, com o qual se identificasse totalmente,

“Sou um pasteleiro de pastelaria 100 por cento artesanal e as pastelarias aqui em Portugal ainda estão muito industrializadas e recorrem a várias combinações pré-fabricadas. Como não me identificava com isso, resolvi arriscar por minha conta para poder trabalhar com matéria-prima verdadeira, sem margarinas ou aditivos. Apenas chocolates, manteiga, açúcar, ovos e por aí fora”, explica.

Ao balcão encontra Dália, esposa de Fábio, que o acompanha há 18 anos. “Não tem formação clássica na área, mas tem experiência e não há ninguém que melhor conheça a filosofia do projeto e os produtos que servimos. É fundamental em tudo o que fazemos.”

Já com Fábio será mais difícil cruzar-se, uma vez que fica na fábrica, localizada na cave, a maior parte do tempo. É lá que a magia acontece e se preparam todas as delícias que pode provar, seja ao pequeno-almoço ou lanche.

Para já, não estão abertos durante o horário de almoço, apenas entre as 7h30 e as 13 horas, as 15h30 e as 19 horas, de segunda a sexta-feira, porém, a situação deve alterar-se em breve. O plano é começar a servir refeições ligeiras, adianta o português. Ao sábado estão abertos todo o dia.

Segundo o responsável, há um objetivo maior em todo este projeto, que vai além de dar a conhecer o que de melhor se faz em termos de pastelaria francesa. Quer-se também ensinar. “Para mim, é muito importante recrutar jovens e ensinar-lhes tudo o que sei. Desejo passar o conhecimento adiante, para que, no futuro, este não acabe esquecido”, conclui.

Carregue na galeria para espreitar o que pode provar na Pâtisserie Paraíso Sucré — os preços começam no euro e quarenta —, que divide teto com um outro negócio, no qual os donuts são protagonistas.

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