Cafés e Bares

O paraíso dos brigadeiros e tartaletes tem uma nova loja em Lisboa

A Pepicon Pâtisserie está a crescer. Agora, já pode comer alguns dos doces típicos brasileiros na zona do Bairro Azul.
Não faltam coisas deliciosas.

Vendem cerca de 600 bolos por mês, 800 brigadeiros em pote por semana e já contam com três espaços. A história da Pepicon Pâtisserie é muito mais do que uma paixão por confeitaria e uma vontade de ter um negócio próprio. A ideia para a marca de bolos e doces surgiu após o encontro de dois jovens brasileiros em Lisboa.

Carolina Pepicon e Felipe Kineippe, ambos de 30 anos, frequentaram as mesmas escolas, tinham vários amigos em comum e moraram no mesmo bairro do Rio de Janeiro. No entanto, por incrível que pareça, a primeira vez que se viram foi em Portugal. Spoiler alert: nunca mais se largaram. Abriram uma loja nas Laranjeiras em 2019 e agora, quatro anos depois, chegaram ao Bairro Azul. 

Assim que inauguraram a primeira Pepicon, só pensavam numa coisa: expandir o negócio. O único entrave foram mesmo as burocracias. “Andámos uns longos meses à procura de uma nova loja, numa zona específica de Lisboa, para chegarmos a outros públicos que a na nossa primeira pastelaria não conseguíamos: empresários e turistas”, explica Carolina à NiT.

Encontraram o local ideal e tiveram de enfrentar a “parte chata” das licenças e obras. Passaram largos meses nestes processos e só em agosto de 2023 é que conseguiram abrir. “Quisemos fazê-lo de forma lenta, porque a zona era nova, o público-alvo também, então entrámos num género de soft opening. Em dezembro inaugurámos oficialmente e arrancámos à séria, até porque queríamos estar preparados para o Natal, uma das épocas festivas mais fortes”, diz a empresária.

Claro que a nova Pepicon na zona de São Sebastião também serve os doces que já tinham deixado os portugueses rendidos. “O local é muito mais pequeno, tem apenas três mesas no interior e uma grande esplanada. Na altura achávamos que íamos servir sobretudo em take-away, mas rapidamente crescemos também no consumo local”, refere.

Os doces mais pedidos continuam a ser o brownie (3,50€), que segundo a proprietária da marca “sai disparado”; as fatias dos bolos de red velvet (4€), o cenoura com recheio de chocolate (4€), os bolos de pote (6€), as cookies (3€) e, claro, os brigadeiros tradicionais (1,30€). Todas as receitas demoraram a ser aperfeiçoadas para chegarem ao ponto em que estão neste momento. “As bolachas, por exemplo, só saíram bem à vigésima vez”, sublinha a pasteleira Quem adora leite condensado não pode deixar de provar as tartaletes (5€).

No menu existem algumas sugestões de salgados, como é caso das coxinhas (2,50€) ou o pão de queijo (3,20€). Mas também há croissants, que podem ser servidos simples (1,40€), com manteiga (2€) ou até recheado com os seus sabores favoritos.

Caso passe por lá ao almoço não faltam tostas de abacate (6€), de brie com presunto e rúcula (7€) e de ovos mexidos e bacon (7€) ou quiches (5,50€) — ambas acompanhadas com salada. “Esta foi uma opção que quisemos trazer para a nova loja, porque é um local com muitas empresas, onde todos procuram opções rápidas de almoço”, explica Carolina.

Os bolos às fatias que todos adoram.

Uma história de amor (com algumas mentiras pelo meio)

A jovem advogada veio para o País fazer uma pós-graduação em gestão de marketing, no IPAM. Felipe, que tinha concluído uma licenciatura em relações públicas, escolheu uma pós-graduação em gestão de empresas no ISEG. Cruzaram-se através de festas e amigos da faculdade e, em outubro de 2017, começaram a namorar. Seis meses depois decidiram investir no sonho de lançar um negócio de doces brasileiros.

“Na altura não foi nada fácil. Os nossos pais ligavam-nos para saber como estava correr com as encomendas e mentíamos. Dizíamos que estava tudo bem para não os preocupar, mas não tínhamos assim tanto trabalho”, conta à NiT, Carolina.

Começaram com brigadeiros e alguns bolos, mas as alavancas do negócio foram os ovos de Páscoa recheados. Os sócios faziam os doces em casa, de forma totalmente artesanal. O sucesso foi tal, que foram obrigados a arrendar uma cozinha para conseguirem atender todos os pedidos.

Após dois anos a venderem exclusivamente para fora, em 2019, abriram a primeira loja física, perto da Cidade Universitária. Brigadeiros (1,30€), pavlovas (3€), cupcakes (2,50€), tartes, cookies, bolos em pote, fatias de bolos ou inteiros tornaram-se nos bestsellers do espaço. Mas um ano após abrirem, chegou a pandemia e o que para muitos foi um mau momento, para Carolina e Felipe seria uma oportunidade.

“Viviam-se tempos muito tristes e todos precisavam de um doce para reconfortar. Como já vendíamos online, foi só continuar. Mas nessa altura inscrevemo-nos também na plataforma de delivery e investimos nas redes sociais. Aí o negócio sofreu uma reviravolta e crescemos exponencialmente.”

Agora, o grande objetivo do casal de sócios é alargar a oferta tanto de doces como de salgados. Os recheios e as coberturas podem sempre variar, pelo menos entre o que está disponível na vitrine. Já nas encomendas, no caso dos bolos, existem versões de chocolate, red velvet e pão de ló nas massas; chocolate branco, de leite, doce de leite, coco, pistácio, creme de avelãs e Oreo nos recheios.

Porém, seja qual for o pedido, uma coisa é certa: as receitas são todas originais de Carolina e produzidas na fábrica da marca, em Benfica. “Escrevi um ebook que mais tarde quero comercializar com as minhas receitas e os chefs Liana, Isabela e Rafael aprenderam tudo comigo para agora poderem replicar na perfeição em cada uma das lojas.”

Cada um dos pasteleiros é responsável por cada uma dos espaços — as duas lojas e a fábrica. E são precisamente eles que garantem que os doces e salgados estão todos os dias disponíveis nas vitrines da Pepicon.

Carolina adora cozinhar, mas teve de se afastar da cozinha quando engravidou, há cerca de dois anos. “Na reta final da gravidez era impossível mexer-me, por isso, acabou por ser algo natural. Saí e deleguei as tarefas.” 

Atualmente. o casal gere três espaços: o da Avenida Rui Nogueira Simões, perto da Cidade Universitária, o da Rua Ramalho Ortigão, na zona do Bairro Azul e ainda a fábrica, em Benfica. “Ao início éramos apenas dois. Agora temos mais 28 funcionários”, revelam, com orgulho.

Carregue na galeria para conhecer melhor a nova Pepicon.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Ramalho Ortigão 2
    1050-099 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Segunda a domingo das 8h às 20h
PREÇO MÉDIO
Menos de 10€
TIPO DE COMIDA
Pastelaria

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