Cafés e Bares

Os pastéis de nata que conquistaram Amsterdão durante a pandemia chegaram a Lisboa

Ana Rita criou a Custard Natas como um passatempo, mas foi um sucesso. A vinda para Portugal trouxe várias novidades.
Chegaram a Portugal em abril.

A pandemia marcou o final de vida para vários negócios. Mas, ao mesmo tempo, foi também durante aquela altura de confinamentos que vários novos negócios surgiram. Ana Rita Sousa, de 29 anos, decidiu precisamente aproveitar esse tempo livre em 2020 para se dedicar a uma paixão: a culinário.

“Estava a trabalhar nos Países Baixos, o meu contrato de trabalho foi reduzido. Tinha demasiado tempo livre e por brincadeira decidi começar a fazer pastéis de nata”, conta à NiT uma das responsáveis pela Custard Natas, que chegou em abril a Portugal.

Nessa altura, partilhou o seu novo negócio num grupo de expatriados que estavam a viver em Eindhoven. “De repente tinha mais de 30 mensagens de encomendas, e as coisas foram evoluindo.”

Podíamos pensar que muitos dos pedidos vinham de portugueses, mas não. “A receção por parte dos neerlandeses foi bastante boa, visto que não se tratava de um doce típico. Lá não há uma gastronomia típica. Claro que ajudou o facto de estarmos em pandemia e de não podermos viajar. E os neerlandeses adoram Portugal. Podiam ter um gostinho do País e de Lisboa sem terem de sair de casa”, recorda-se.

O que começou por ser um passatempo que apenas fazia entregas, rapidamente se tornou num negócio que já tinha pastéis de nata em vários cafés por Amsterdão. Ao seu lado estava Paulo Martins, o namorado de 31 anos que originou uma grande mudança na vida deste casal que se conheceu há quatro anos num jantar de amigos. Ele recebeu uma proposta de trabalho irrecusável, e ambos voltaram para Portugal, onde o negócio recomeçou em abril deste ano.

“Os pastéis de nata foram o foco nos Países Baixos, mas aqui é mais difícil porque há uma oferta maior. Foi por isso que apostámos noutros doces portugueses”, comenta a proprietária.

É como se tivessem começado tudo de novo. Fazem entregas na zona de Lisboa, Odivelas, Loures e Amadora, mas esperam, em breve, ter alguns dos seus produtos expostos nas vitrines de cafés. “Eventualmente, também queremos abrir um espaço físico. Atualmente, estamos a criar o site, algo que é necessário termos em Portugal.”

Os pastéis de nata custam 1,20€ cada, mas também pode comprar caixas de seis por 7€. Além disso, os responsáveis apostaram em sabores diferentes, como pastéis com Nutella e manteiga de amendoim. A unidade custa 1,30€ e a caixa custa 8€. Também pode optar pelas queijadinhas de leite — 6,50€ a caixa; e 1,30€ os individuais — e os queques, que se vendem pelos mesmos valores. Pode ainda ir para os brownies, por apenas 1€ cada.

Todo o processo é feito em casa de Ana Rita Sousa, algo que costuma surpreender os clientes. “É tudo artesanal, desde o creme à massa folhada. É muito à moda antiga”, diz a fundadora da marca. O processo para cada fornada de pastéis de nata demora aproximadamente oito horas.

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