Quando começou a pensar na Cookie House, João Vaz Antunes queria apostar em sabores mais óbvios e populares, como Nutella, Kinder ou M&M’s. Maksym Fishchuk travou essa abordagem e levou o conceito para outro caminho — e foi assim que surgiram as cookies de chouriço.
A loja abriu em regime de soft opening a 16 de março e a inauguração oficial está marcada para maio. O espaço fica na zona do Cais do Sodré e funciona apenas em formato takeaway, sem lugares sentados.
O projeto nasceu depois de João Vaz Antunes sair de uma empresa que criava softwares para prestadores de serviços. O lisboeta sempre quis ter um negócio próprio e já tinha várias ideias guardadas. “Nas notas do telemóvel tinha várias opções em que fui pensando ao longo da vida. Estava sempre a pensar no que poderia fazer”, conta à NiT o empresário de 30 anos.
As cookies surgiram depois de várias viagens. “Via que essa cultura era muito mais desenvolvida lá fora. Quando comparava com Lisboa, sentia que ainda não havia esse fascínio”, lamenta.
O seu percurso cruzou-se com o de Maksym Fishchuk, quatro anos mais novo, no verão de 2025, através de amigos em comum. O pasteleiro, nascido na Ucrânia e a viver em Portugal desde os seis anos, trazia uma carreira mais ligada ao fine dining.
“O meu trabalho nunca foi muito virado para esta área tão comercial. Trabalhava mais em hotelaria de luxo”, explica à NiT. Ainda assim, viu potencial no projeto: “Depois de ter conhecido o João tivemos uma certa química e acreditei na visão dele”.
A carta foi construída ao longo de vários meses, com testes e ajustes para chegarem ao resultado final. “Foi preciso encontrar os produtos e fornecedores certos”, diz João. “Não é só misturar açúcar, farinha e ovos”, acrescenta Maksym.
O objetivo era criar cookies com uma abordagem mais técnica. “Os nossos clientes têm uma experiência gastronómica quando compram uma cookie nossa: temos textura, sabor, equilíbrio”, resumem os sócios.
A carta inclui sabores como a clássica chocolate chip, avelã, chocolate negro com caramelo, framboesa com pistácio e uma das opções mais fora do comum: a cookie de chouriço, que custa 4,50€. Há ainda o crookie, um croissant recheado com massa de bolacha.
A versão salgada foi pensada para equilibrar a oferta. “Queríamos ter uma carta variada e também trazer um produto tradicional português”, explica Maksym. “A cookie não leva só chouriço, leva outros componentes que puxam mais a acidez ou o salgado. Isso é um processo que demora muito tempo até chegar ao resultado final.”
Desde a abertura, esta não tem sido a proposta mais vendida, mas é certamente a que chama mais a atenção. Alguns clientes ainda não tiveram coragem de provar, porém, já houve outros que ficaram rendidos a este sabor bizarro.
“Disseram-nos que é uma cookie que muda a vida. Houve até um senhor que chegou à loja e pediu oito para levar”, recorda João. Os preços variam entre os 4,50€ e os 4,95€. Por sua vez, o crookie está disponível por 3,20€.
Apesar de a loja ter aberto há poucas semanas, os sócios já estão a trabalhar em opções sem glúten e num novo sabor para o verão, que vai ser mais fresco. “Nunca seremos daquelas lojas que vão ficar para sempre com os mesmos cinco sabores na montra”, garante João Vaz Antunes.
Carregue na galeria para conhecer melhor a Cookie House.

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