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Do cachorrinho de camarão à feijoada de lulas. Peão descomplica o conceito de tasca moderna

Abriu em Campo de Ourique em fevereiro, com "pratos portugueses de qualidade, sem complicar demasiado", garante o fundador.

Lisboa está recheada de novos conceitos gastronómicos e cozinhas do mundo, mas há quem continue a apostar no essencial bem feito. É o caso do Peão, o novo restaurante de Campo de Ourique, em Lisboa, que quer levar a comida portuguesa de volta ao centro da mesa, sem complicações. O restaurante abriu portas a 11 de fevereiro e tem tido sido bem recebido  pela população do bairro lisboeta. 

Por detrás do projeto está Duarte Peão, de 35 anos, natural de Esposende, cujo percurso não foi linear. É formado em contabilidade, mas acabou por trocar os números pelas panelas. “Vim para Lisboa há alguns anos e comecei a aprender de forma autodidata. Depois fui trabalhando com vários chefs e ganhando experiência”, conta à NiT.

Viveu em Itália durante dois anos, onde trabalhou em consultoria para um restaurante, e mais tarde foi chef executivo ao serviço de uma família de diplomatas: o que o levou a cozinhar em vários países. “Viajei muito, trabalhei em diferentes contextos e isso deu-me outra visão da cozinha”, explica.

Com a pandemia, criou uma empresa de delivery, mas acabou por regressar ao norte, onde assumiu funções como chef executivo num restaurante em Esposende. Ainda assim, nunca desistiu da ideia de abrir um espaço próprio. “Sempre quis um restaurante descontraído, sem formalidades, onde toda a gente se sentisse à vontade, a qualquer hora do dia.”

A entrada do Peão.

Foi assim que nasceu o Peão. O conceito é simples: comida portuguesa, com bons produtos, mas sem o peso ou o conservadorismo das tascas tradicionais. “Senti que em Lisboa faltava isto. Há muita oferta, mas queria fazer pratos portugueses com qualidade, sem complicar demasiado”, diz.

“Quis também que fosse acessível, sobretudo para os mais jovens: um sítio onde se possa comer bem sem gastar muito”, sublinha. E o menu reflete isso mesmo. Nas entradas, há clássicos com um toque pessoal, como o pastel de pescada (3,5€) inspirado nos rissóis, ou o tártaro de novilho (14€). Também aparecem opções como o cachorrinho de camarão (13€) ou o camarão ao alho (14€).

Nos pratos principais, a lógica mantém-se com receitas conhecidas. O bacalhau à Brás custa 17,5€, a feijoada de lulas e o arroz de pato ficam por 18€. Há ainda o arroz do mar com corvina (18€) e o filete de abrótea com arroz de berbigão e coentros (19€). Há ainda carne de porco à alentejana (18€) com um toque especial — a receita vem de família. “É da minha sogra. São essas coisas que dão identidade ao restaurante”, admite Duarte.

Para acompanhar, há opções simples como arroz de coentros (3,5€), batata frita (3,5€) ou salada de alface e cebola (3,5€). Nas sobremesas, a carta mantém o registo clássico: mousse de chocolate (4€), crumble de maçã (4€) e leite creme (4€).

O espaço segue a mesma linha do menu, ou seja, sem excessos, pensado para receber diferentes tipos de clientes. “Tanto pode ser um jantar animado com amigos como uma refeição mais tranquila. Queremos que seja um restaurante para todos.”

Num bairro onde a restauração continua a crescer, o Peão entra com uma proposta clara: menos conceito, mais sabor. E, acima de tudo, comida portuguesa como deve ser.

Carregue na galeria para conhecer melhor este espaço em Lisboa, bem como alguns dos pratos do Peão. 

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Coelho da Rocha 63,
    1350-302  Lisboa
  • HORÁRIO
  • Quarta e quinta das 12h às 15h30 e das 18h30 às 22h30
  • Sexta e sábado das 12h às 24h
  • Domingo das 12h às 16 h
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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