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5 grandes vinhos portugueses que todos têm de beber (pelo menos) uma vez na vida

Maria João de Almeida lançou um livro com as 100 melhores referências nacionais. Estes são alguns dos que tem de provar.

Quando lhe lançaram o desafio de escrever um livro com uma centena grandes vinhos portugueses, Maria João de Almeida perguntou logo se não podiam ser 200. “É realmente complicado fazer uma seleção, com o elevado nível de qualidade que temos, desde os topos de gama aos mais comuns. Foi mesmo difícil, porque a excelência do País nesta área é mesmo maravilhosa”, explica a jornalista e crítica de vinhos à NiT. Ainda assim, avançou com a ideia inicial. Este mês de novembro vai chegar às livrarias “100 Grandes Vinhos de Portugal”.

“Este é um livro que faltava”, assume a autora depois de mais um ano a trabalhar no elenco final. O desafio foi-lhe feito por Nuno Seabra Lopes, editor da Zest Books, a responsável pela obra. “Disse-me que era um estilo de compilação que já existia em vários países, mas que ainda não havia em Portugal.” A primeira conversa aconteceu ainda em 2019. O plano original era sair em 2020, mas devido à pandemia foi atrasado.

O rol da centena de referências estava fechado há vários meses. Esta demora levou a que fizesse novas provas e até alterações. “Experimentei outros vinhos e no final tive de mudar dois. E depois de ter a lista selada, já provei outros dois ou três que podiam muito bem estar nesta seleção.”

Desde 1996 que trabalha com vinhos. É jornalista e crítica e já editou vários livros: “Memórias do Vinho”; “Guia do Enoturismo em Portugal”; “O Vinho na Ponta da Língua”; ou “Vinho à Mesa”. Ao longo destes anos fez vários amigos entre os produtores e foi complicado deixar alguns de fora nesta obra. “Foi doloroso deixar muitos para trás, foi horrível.”

O livro “100 Grandes Vinhos de Portugal” foi editado em português e inglês.

Da seleção que fez, tinham de constar alguns clássicos nacionais, mas também juntou outros menos conhecidos. “Entraram as referências que mantiveram a qualidade, topos de gama, outras de castas raras.”

O critério não foi orientado pelo preço. Maria João de Almeida acredita que o valor não é a melhor forma de catalogar vinhos. “Não se deve olhar para o custo, mas sim para a qualidade. A cotação não quer dizer nada. Às vezes até pode ser a região, por ser mais visível, que os torna mais caros.”

A autora lança sempre obras diferentes e “100 Grandes Vinhos de Portugal” não é exceção. “Já tinha um livro com cartoons, outro com uma fotonovela. Desta vez não queria aquele clássico com as garrafas e pipas. Pensámos em incluir um objeto que identificasse o produtor ou a região.”

Arranjá-los na primeira fase da pandemia não foi muito fácil, mas acabou por ser um desafio que os levou a atacar em várias frentes. “As pessoas estavam trancadas em casa e as lojas estavam fechadas, foi a loucura. Mas lá conseguimos, com artigos de familiares de membros da equipa, outros emprestados de amigos, outros comprados em lojas, outros na feira da ladra ou no OLX. Esta caça foi uma verdadeira loucura.”

O design do livro coube à M&A Creative Agency. Já a produção final gráfica ficou a cargo da VOX. A obra pode ser adquirida através do site da Zest Books ou nas livrarias. Custa 70€. Há uma versão em português e outra em inglês.

Carregue na galeria para conhecer cinco dos 100 grandes vinhos de Portugal, escolhidos por Maria João de Almeida.

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