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A nova campanha da The Balvenie mostra o que liga a madeira e o whisky

A The Balvenie desafiou Vasco Fragoso Mendes para criar uma peça única. "Foi a primeira vez que fiz algo assim".

Tal como noutras indústrias, o processo de fazer um bom whisky sofreu mudanças. Hoje em dia pode ser mais tecnológico e inovador. Mas há quem queira manter a tradição do processo manual, acreditando que só assim é possível ter a qualidade de sempre, respeitando os valores de uma arte centenária. É precisamente isso que faz a The Balvenie, uma marca com 130 anos que se manter fiel àquilo que sempre foi feito.

Nascida em Speyside, no coração da Escócia, a empresa nunca deixou de ter o foco diretamente nas pessoas. “A The Balvenie cultiva uma grande parte da própria cevada, cuja maltagem é feita à mão. Tem também uma equipa de caldeireiros que, ao cuidar dos alambiques, mantém aquilo que é a essência do líquido e os tanoeiros trabalham as barricas responsáveis pelo envelhecimento do whisky. Por fim, a malt master, Kelsey Mckechnie, que sucedeu ao aclamado David Stewart (responsável por gerir por 60 anos a qualidade dos nossos líquidos), garante o equilíbrio, consistência e inovação necessárias para criar os melhores whiskies. São todas estas pessoas que tornam possível o resultado final de elevada qualidade e caráter que a marca oferece”, explica Rita Maçana, head of fine wines and spirits na PrimeDrinks, distribuidora de The Balvenie em Portugal.

Esta ligação entre a bebida e as pessoas tornou-se o mote para a campanha da marca, onde cada país devia procurar uma forma de destacar aqueles a quem chamam “makers Balvenie”. Em Portugal, a marca procurou alguém que “transmitisse os mesmos valores”, de tradição e paixão por aquilo que se faz. E Vasco Fragoso Mendes foi a resposta.

O jovem de 30 anos trabalha há oito com madeira, mas a paixão que sente ao fazê-lo é inquestionável. “Foi a primeira vez que fiz algo assim, mas esta parceria fez para mim todo o sentido. A Balvenie entrou pelo Barracão — espaço de trabalho de Vasco, em Camarate — e fez parte de todo o processo comigo. Sou um apaixonado pelo que faço e acho que a marca também transmite essa paixão”, conta o artista.

O desafio era criar uma peça que incorporasse os valores que os dois lados conjugam mas, claro, que fosse algo útil e ligado ao negócio. Ainda sem desvendar o resultado final, a NiT descobriu mais sobre o processo de criação desta peça.

“Demos uma formação de whiskies de malte ao Vasco, para que entendesse todo o processo antes de criar algo”, explica a marca. Um passo essencial para o artista que se quis manter fiel à insígnia.

“Trabalhei em arquitetura e, mesmo a trabalhar madeira, muito do meu trabalho é esquissar. Quando a The Balvenie me propôs esta parceria tive logo algumas ideias e sabia que queria usar a cortiça. Mas depois de experimentar o whisky percebi que este tinha uma profundidade que eu desconhecia e quis adicionar-lhe detalhes, como o cobre. Sem a prova, a peça final seria sem dúvida muito diferente”, conta Vasco.

No Barracão, trabalha com a ajuda de mais três artesãos, criando peças de madeira personalizadas para cada cliente. “Acho que a forma como se trabalha na The Balvenie, os métodos tradicionais, a humildade e simplicidade do processo, também se transfere para o meu trabalho e gosto de acreditar que se complementam as duas”, afirma o artista.

Assim, já sabemos que a peça final, que levou mais de 40 horas a ser executada, está ligada ao ramo do whisky e que os seus materiais são a madeira de carvalho francês, a casca de cortiça e o cobre. Mas o resultado final — e algumas peripécias que ocorreram ao longo do processo — só será revelado daqui a uns dias. E noutro artigo da NiT.

Áudio deste artigo

Este artigo foi escrito em parceria com a The Balvenie.

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