Gourmet e Vinhos

Acenda a lareira e abra a garrafa: temos 8 vinhos perfeitos para suportar o frio

Do Douro ao Alentejo, não interessa. Todas as regiões do País têm ótimas propostas para esta altura do ano.
Começou a época dos jantares acolhedores.

Os dias frios já pedem refeições mais prolongadas e descansadas. E, quem sabe até, de lareira já acesa para uma vibe de inverno intensificada — e, claro, com comida quente e cheia de sabor, bem à portuguesa. Assim, ligam-se os fornos para as carnes assadas de várias formas e pegam-se nos maiores tachos lá de casa para caldeiradas, açordas, ensopados e outras tantas iguarias regionais. Mas numa mesa abastada não podem também faltar os vinhos.

Seja para os portugueses que gostam mais dos sabores do norte ou para os que são fãs do Alentejo, a NiT criou um guia com as melhores propostas para acompanharem estas refeições especiais ao longo dos próximos meses. E o melhor é que as encontra todas nos supermercados Continente, com preços em conta.

Um bom repasto começa, sem dúvida, nas entradas. Esqueçam os almoços a correr. Em Portugal, menos de três horas à mesa nem conta como convívio. Assim, queijo e enchidos pedem logo um bom vinho para acompanhar. Nesta fase, o Crasto Superior DOC Douro Vinho Tinto (preço de venda ao público recomendado de 15,99€) no copo “apresenta um vinho de porte sério com excelente volume e textura composta por taninos aveludados. Um vinho atrativo que termina fresco e com excelente persistência. Muito atrativo no aroma, onde se destacam frescas notas de frutos silvestres do douro e elegantes notas de especiaria”, explica a escanção e educadora de vinhos, Teresa Gomes.

Mais rico e intenso é o tinto da Quinta do Vallado Touriga Nacional DOC Douro (preço de venda ao público recomendado de 21,85€). Tem um aroma mais concentrado, onde predominam as notas típicas da casta como frutos vermelhos maduros e violetas, mais notas balsâmicas do estágio de 16 meses em madeira de carvalho.

Qualquer uma destas opções destaca-se ainda por acompanhar bem pratos regionais do norte centro de Portugal, como a posta Mirandesa, uma feijoada à Transmontana ou um arroz de cabidela. Estes vinhos tintos são também capazes de acompanhar pratos de peixe no forno, como, por exemplo, bacalhau. Por isso são uma boa opção para grupos que gostam de se manter fiéis ao mesmo vinho durante toda a refeição. Assim, se chegar o cabrito à mesa, nem precisa de trocar de copo.

Já para os que gostam de percorrer vinhos diferentes, descobrir novos aromas e quase fazer uma prova ao longo da refeição, o Cedro do Noval DOC Douro Vinho Tinto (preço de venda ao público recomendado de 15,49€) é a sugestão perfeita. Vai bem com qualquer assado de carne de porco ou caça, graças aos taninos sedosos que o caracterizam e lhe conferem uma textura aveludada, juntamente com uma acidez refrescante no final de boca.

Ainda do norte, a especialista explica à NiT que o Dona Clara Quinta Romaneira IGP Duriense (preço de venda ao público recomendado de 24€) é um vinho “feito a partir das castas típicas do Douro, inclui também Syrah e Petit Verdot, castas que dão complexidade e profundidade acrescida ao vinho. Estagiou durante dez meses em carvalho Francês, o que o torna ideal para os fãs dos aromas a frutos silvestre e com notas de barrica”.

Numa época em que as compotas são bem-vindas (e um ótimo presente de Natal), é a de ameixa que se destaca na próxima sugestão alentejana. Paulo Laureano Signature Regional (preço de venda ao público recomendado de 18,99€) é um vinho mais macio. Na verdade, vai bem com qualquer prato de inverno. Ao aroma complexo de fruta madura junta-se a tosta e a especiaria da madeira onde estagiou.

Seguindo pelo Alentejo, os pratos de tacho com sabores intensos são incontornáveis: açorda, ensopado de borrego ou sopa de cação são algumas opções que não deve perder em qualquer casa da região, nesta época. Tal como temos vindo a perceber, pratos mais pesados funcionam bem com vinhos estagiados em madeira. Algo normal, visto que os taninos do vinho, presentes também na madeira, são conhecidos pelas suas propriedades digestivas — ou seja, até a beber o vinho está a dar uma ajuda.

O Viçosa Signature Ensaio sobre Xisto Regional Alentejano Vinho Tinto (preço de venda ao público recomendado de 15,99€) destaca-se igualmente pela fruta madura: “Bem casados com as especiarias de barrica. Elegante e encorpado, com taninos macios bem presentes. Carnudo, poderoso e cheio”, descreve Teresa Gomes.

Já o Ravasqueira Vinha das Romãs Regional Alentejano Vinho Tinto (preço de venda ao público recomendado de 19,90€) é um vinho complexo no nariz, com frutas pretas, poejo e especiarias. Apesar de parecer uma combinação forte, este é um vinho com muita frescura e final mineral granítico. Dúvidas houvesse de que é uma boa aposta, este vinho venceu o prémio grande medalha de ouro no concurso mundial de Bruxelas, de 2023.

Do Alentejo chega outro vinho que combina duas castas estrangeiras: Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet. O Tapada de Coelheiros Regional Alentejano (preço de venda ao público recomendado de 29,90€) tem a particularidade de oferecer um aroma picante. Mas calma: isso não significa que vá acabar com uma malagueta na boca. É assim devido ao estágio de 18 meses em carvalho francês. Vinho de corpo inteiro e final prolongado, é perfeito para apreciar até com a sobremesa — de preferência de chocolate, segundo a sugestão da escanção Teresa Gomes.

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Este artigo foi escrito em parceria com o Continente.

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