Gourmet e Vinhos

Além do azeite, há outros alimentos essenciais que não param de ficar mais caros

Vários itens do cabaz alimentar voltaram a subir, incluindo a fruta. Outros usamos todos os dias para cozinhar.

As idas ao supermercado, atualmente, não acabam sem um leve susto quando olha para os preços dos produtos ou para a conta final. Os valores dos bens alimentares continuam a subir e há produtos que estão cada vez mais caros. A fruta e o atum, por exemplo, têm registado grandes aumentos, face aos meses anteriores.

“No início deste ano, o cabaz alimentar custava menos 4,49 euros (menos 1,90 por cento). Já em janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou esta análise, os consumidores gastavam menos 52,95 euros (menos 28,21 por cento) para comprar exatamente os mesmos produtos alimentares”, adiantou a entidade.

O principal contributo para a subida dos preços registou-se em bens alimentares como frutas, cafés e peixes. Dentro deste cabaz, os produtos que registaram maior aumento foram o tomate-chucha (mais 36 por cento), a cebola (que subiu 13 por cento), o atum posta em óleo vegetal (mais 10 por cento) e a maçã Golden (mais 9 por cento).

No entanto, se a comparação for feita entre os meses de janeiro e julho deste ano, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como os ovos (mais 28 por cento), a maçã Gala (mais 24 por cento) e a laranja (mais 22 por cento). O cabaz alimentar está avaliado, atualmente, em 240,65€. 

Um dos principais motivos para o aumento dos preços de produtos essenciais, nos últimos anos, deve-se ao resultado do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, de onde são (ou eram) provenientes a maioria dos cereais consumidos em Portugal e na União Europeia. Estas consequências vêm agravar a situação do setor agroalimentar, que se encontra ainda a recuperar dos danos que a seca e a pandemia causaram na época.

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