Gourmet e Vinhos

Análises detetam bactérias resistentes a antibióticos no frango do Lidl

A cadeia alemã nega as acusações e garante que todos os seus produtos passam por "vigorosos controlos de qualidade".
As bactérias não respondem aos antibióticos.

Quase três em cada quatro amostras de frango do Lidl, colhidas em Espanha, apresentaram vestígios de bactérias resistentes a antibióticos. Das 24 análises, 71 por cento da carne estava contaminada com organismos associados a doenças no intestino. A retalhista alemã, por sua vez, nega todas as acusações.

A investigação foi levada a cabo em 22 supermercados em Espanha, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha e Polónia. Os resultados foram divulgados esta terça-feira, 18 de junho, pelo Observátorio do Bem-Estar Animal (OBA), citado pelo “El Independiente”.

Foram analisadas “asas fatiadas sem pontas”, “coxas”, “partes traseiras”, “carcaças” e “peitos” de frango recolhidas em estabelecimentos de Madrid, Valência e Barcelona.  Os germes resistentes estão associados a infeções no intestino, trato urinário e até a diagnósticos de pneumonia ou septicemia. Também há evidências de agentes diarreicos. 

“Cerca de 83 por cento da carne de frango analisada em Espanha tem Campylobacter, que pode causar problemas que vão desde uma infeção assintomática, passando por diarreia grave com febre e mal-estar generalizado, até doenças secundárias como inflamação das articulações e sinais generalizados de paralisia ou síndrome de Guillain-Barrée”, explica o OBA. 

O laboratório também detetou uma bactéria nas amostras, a Listeria monocytogenes, que pode causar danos a fetos, abortos espontâneos, e doenças graves que podem ser fatais. 

O Lidl nega as acusações e garante que os todos os seus produtos passam por “rigorosos controlos de qualidade”. Acrescentou ainda que os fornecedores têm certificações “reconhecidas internacionalmente” e são alvo de “vistorias meticulosas” realizadas pelas autoridades de saúde. 

“Gostaríamos de salientar que as bactérias na carne fresca podem não ser consequência do método de criação dos nossos fornecedores, embora representem um desafio para toda a indústria. Além disso, deixamos sempre claro em todas as embalagens que o produto deve ser cozinhado antes de ser consumido”, sublinha a retalhista germânica. 

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