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Chegou mais um vinho Que Se Foda — é um rosé e só existem mil garrafas

Depois de um branco, um tinto e um verde, ficou à venda a última referência do projeto criado pelo artista Francisco Eduardo.
É a última referência do projeto.

Agora sim, a coleção está completa. Quando começou com este projeto, no final de 2020, o artista plástico português, Francisco Eduardo, estava longe de imaginar que ia chegar às quatro referências e a milhares de garrafas vendidas. O vinho Que Se Foda começou com uma edição tinta, outra branca, uma verde, e tudo termina com uma rosé.

A partir desta quinta-feira, 19 de agosto, são colocadas à venda no site da marca as mil garrafas disponíveis, à semelhança do que aconteceu com as referências anteriores. Cada unidade custa 15€, mas estão também disponíveis packs com duas (28€) ou seis garrafas (70€). No final será colocada à venda uma garrafa assinada à mão por 999 mil euros.

“As quatro garrafas contam uma história. Uma história que me deu a oportunidade de chegar a um sítio peculiar e especial, onde consigo passar uma mensagem importante de inclusão e ao mesmo tempo usar o meu humor para mandar foder toda a gente. A mensagem geral da obra foi sempre uma, e muito positiva, não desistir, acreditar”, explica Francisco Eduardo.

Cada garrafa estava sempre associada a uma temática. Tudo começou com o tinto, em que se fazia referência ao ano de 2020; o branco, como sendo o único branco que dizia tinto no rótulo; e o verde, relativo ao campeonato de futebol, onde se lia “que se toda o campeonato” e “até os bebemos.”

Com este rosé a ideia foi representar as cores LGBTI+. Na garrafa é possível ler “que se foda toda a a gente”. Atrás foi colocado uma espécie de manifesto: “A mensagem que está por trás desta expressão tão grosseira utilizada nesta obra de arte é uma mensagem de esperança e um sinónimo de fé. Quanto estamos na dúvida, muitas vezes os nossos medos ganham aos nossos sonhos, e é nessa altura que é preciso dizer Que Se Foda.”

Este rosé tem 10,5 por cento de teor alcoólico. Junta as castas Espadeiro (40 por cento), Touriga Nacional (40 por cento), Padeiro de Basto (15 por cento) e Vinhão (cinco por cento).

“Este projeto toca em diferentes universos e traz alguma complexidade de contemplação e interpretação. Mas é mesmo assim. Quando vamos a um museu há obras que parecem convidar a uma interação, que não estão ali apenas para serem observadas ou entendidas”, continua Eduardo.

O artista plástico desenvolveu este projeto como uma resposta ao ano complicado de 2020. “A ideia veio deste ano que todos estamos a passar. As pessoas estão descontentes com não poderem sair de casa, de não fazer o que faziam. Senti a necessidade de o exteriorizar”, explicou à NiT na altura do lançamento da primeira referência.

“Um rótulo que diz este palavrão tem de apresentar alguma seriedade e foi isso que quis transmitir”, continuou. O artista criou algo clássico, clean, com atenção na escolha do papel, com algum relevo e textura, e também muito pensado no tipo de letra com que as frases iriam aparecer. A escolha foi a Georgia.

Francisco é natural de Aveiro e estudou na escola de Belas Artes do Porto. Já trabalhou, e trabalha por vezes, para agências de publicidade. Atualmente, tem uma empresa com outro sócio, o estúdio Eles, onde faz direção de arte para anúncios, design e serigrafias. Também já tinha feito alguns rótulos de vinhos, por isso a experiência não foi inédita.

Este ano, o projeto ganhou ainda outros elementos de merchandising, como canecas, T-Shirts e sweatshirts. No site, juntamente com o rosé, ainda estão disponíveis alguns exemplares.

Carregue na galeria para conhecer outros seis vinhos brancos para o verão.

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