Gourmet e Vinhos

Chocolate com mais de 20 anos encontrado em prateleira de supermercado

A barra fazia parte de uma edição limitada de comemoração dos Jogos Olímpicos de Sidney, que decorreram em 2000.
É preciso ter atenção a isto.

Se antes de comer alguma coisa que nem sabia que tinha na despensa a tendência é olhar para a data de validade, o mesmo não acontece com o que costumamos encontrar nas prateleiras do supermercado. Mas após ler este artigo, é melhor começar a fazê-lo.

Durante uma remodelação, uma funcionária de um supermercado australiano encontrou uma tablete de chocolate com o prazo de validade expirado há mais de 20 anos.

A barra de 250 gramas da marca Cadbury era de uma edição comemorativa dos Jogos Olímpicos de Sydney que se realizaram em 2000. O chocolate estava intacto e na embalagem constavam as mascotes dessas olimpíadas: o ornitorrinco Syd, a equidna Millie e o kookaburra Olly.

O marido da lojista partilhou a descoberta no grupo de Facebook, Old Shops Australia, dedicado “à nostalgia dos consumidores australianos”.

“A minha mulher trabalha num supermercado e encontrou isto preso entre duas prateleiras que foram retiradas. Ainda estava embrulhado com o chocolate lá dentro”m escreveu Steve Fleming na legenda que acompanhava as imagens da descoberta.

 

Podemos comer produtos fora de validade?

Não se admire se encontrar produtos alimentares não perecíveis à venda após o fim da data de durabilidade mínima. Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), isso é legal. Porém, a DECO Proteste deixa o alerta: se os comprar, não espere muito para consumi-los. E se abrir uma embalagem e perceber que o sabor, a cor, o cheiro ou a textura estão muito diferentes do original, não arrisque.

“Um género alimentício não perecível pode continuar a ser comercializado após o término da data de durabilidade, desde que o consumidor seja informado e desde que o operador económico esteja em condições de garantir que o produto corresponde às características gerais de legislação alimentar, e em particular as relativas à sua segurança”, explica a DGAV num relatório da DECO publicado a 16 de agosto de 2018.

Por outras palavras, produtos como arroz, grão, bolachas, chocolates, manteigas e massas, por exemplo, que têm uma data de durabilidade mínima (ou seja, que indicam “consumir de preferência antes de”), não são obrigados a sair das prateleiras dos supermercados após ultrapassada essa data.

No fundo, não é possível dizer por quanto tempo estes produtos podem ser guardados em casa até serem consumidos, uma vez que vários fatores podem influenciar a durabilidade e a qualidade do produto.

Mas atenção: não confunda os alimentos com data de durabilidade mínima com os que têm data-limite. Os últimos são, por exemplo, queijo fresco, iogurte e a carne de aves, em que a data deve ser respeitada. Caso contrário, pode sofrer uma intoxicação alimentar.

 

 

 

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