Gourmet e Vinhos

Do enólogo que venceu o prémio “Homenagem”, este é o vinho alentejano que tem de provar

A gama Viçosa Signature vai trazer para o mercado um novo vinho todos os anos, proveniente de solos distintos.
João Portugal Ramos é uma personalidade distinta no setor.

João Portugal Ramos é um nome incontornável no setor do vinho português, especialmente no que diz respeito ao vinho alentejano. Chegou à região muito novo, nos anos 80, quando o Alentejo ainda só representava dois por cento da quota de mercado vinícola. Hoje, tem um peso de mais de 40 por cento na produção de vinho nacional.

O impacto enquanto consultor e produtor valeu-lhe, aos 71 anos, o prémio Homenagem da “Revista de Vinhos”, em fevereiro de 2024. Uma distinção merecida, visto que muitos o consideram como “criador do moderno Alentejo vitivinícola”.

“O João Portugal Ramos realizou uma enorme revolução na região. Percebeu que, nessa altura, os vinhos chegavam ao consumidor já algo cansados e sem fruta e propôs-se a mudar isso. Aproveitando o enorme potencial da região e o que já se fazia de bom e bem, aportou novos conhecimentos e técnicas que não se usavam até então. Deve-se a ele o prestígio de muitas das mais conhecidas marcas do Alentejo, através das várias consultorias de enologia que tinha nessa altura”, adianta Vera Magalhães, responsável de comunicação Grupo João Portugal Ramos.

No discurso de aceitação do prémio, o enólogo responsável pela criação da icónica marca Marquês de Borba destacou as mudanças que a sua geração trouxe para o setor. Sublinhou duas em especial: a importância do bem-fazer e da excelência para o setor; e de “ter conseguido mudar a perceção da importância de um enólogo, referindo que hoje os enólogos são fundamentais no sucesso dos projetos vínicos e do setor”.

Mas nesta área, onde a concorrência é muita, manter-se relevante para os consumidores é, sem dúvida, o maior desafio. E o segredo foi revelado à NiT.

“Aliamos modernidade a uma enorme qualidade presente em qualquer vinho que o grupo faça, desde o mais acessível aos topos de gama”, acrescenta Vera Magalhães.

E se foi no Alentejo que o sucesso se instalou, a verdade é que o grupo comercializa já mais de 30 referências, divididas por quatro regiões (Alentejo, Douro, Beiras e da região dos Vinhos Verdes). Além disso, aposta noutras vertentes, como o Vinho do Porto e espumantes, tendo até adquirido a centenária aguardente CR&F.

Mas há uma gama recente que merece um destaque especial, pela singularidade que traz ao panorama nacional. É produzida na vinha da Viçosa, onde ao longo de mais de 36 hectares se distinguem diferentes tipos de solos que conferem uma dinâmica muito própria ao comportamento das diferentes parcelas de vinhas lá plantadas.

Com a criação da gama Viçosa Signature, a ideia será alternar ano após ano estes ‘ensaios’. O projeto começou com o ‘Ensaio sobre Xisto’ colheita 2021, um lote com origem em vinhas de solo xistoso. A próxima edição será, por exemplo, o ‘Ensaio sobre Calcário’ e por aí em diante. O objetivo é produzir vinhos distintos e que são uma clara expressão do seu terroir de origem”, explica a responsável de comunicação do grupo.

Este primeiro “ensaio”, que resulta da parceria com o Continente, combina as castas Alicante Bouschet, Aragonez, Castelão e Syrah, num vinho carnudo, poderoso e cheio. É ideal para acompanhar carnes vermelhas, grelhados e pratos de tacho.

Pode encontrar este vinho nas lojas Continente, com preço de venda ao público recomendado de 15,99€. 

Um vinho para grandes refeições.

Áudio deste artigo

Este artigo foi escrito em parceria com o Continente.

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