Gourmet e Vinhos

Douro e Lisboa juntaram-se para criar o novo tinto que não pode faltar ao jantar

Produzido na emblemática Quinta da Manoella, este vinho reflete a autenticidade dos aromas puros e elegantes da região. Custa 12,50€.
Tem origem numa parcela que soma 40 anos da Quinta da Manoella.

A Wine&Soul acaba de apresentar a nova colheita do Manoella Tinto, um dos tintos de referência do seu portefólio. Produzido em pleno Douro, este tinto reflete a autenticidade dos aromas puros e elegantes da região. O que acontece quando Sandra Tavares e Jorge Serôdio Borges se juntam pela paixão pelo vinho?

Ele nascido no Douro, desde sempre ligado a estas vinhas e vales, não tem intenção de lá partir. Ela, de Lisboa, com formação em agronomia, chegou ao Douro em 1999 para estagiar. A família de Jorge tinha já uma forte linhagem e tradição de ter Quintas e produzir vinhos do Porto, tornando-o na quinta geração de produtores. Com o coração ligado aos vinhos, decidiu estudar enologia e unir esforços com viticultores notáveis para revolucionar os vinhos do Douro.

Em 2001, o casal casou-se e nasceu a Wine&Soul.“Tudo o que tínhamos era um sonho, uma visão, um projeto em comum que simbolizava a nossa vida como casal”, revelam no seu site. Com o objetivo de criar vinhos que expressem todo o caráter das vinhas e castas tradicionais do Douro, os dois lançaram-se numa aventura sem ter, no entanto, vinhas, nem vinho.

O nome Wine&Soul surgiu pela “paixão e dedicação total ao vinho”. Desde o início focaram-se em encontrar vinhas excecionais no Vale do Pinhão. Fundaram então uma adega rústica, mas inovadora, e produziram a primeira criação. Pintas foi o nome escolhido, em honra do irrequieto Pointer do casal. O que era inicialmente um antigo armazém de vinho do Porto, é hoje o reflexo da história e tradição do Douro, utilizando uvas de vinha velhas com mais de 40 castas misturadas, “uma verdadeira expressão da grandeza, amplitude e riqueza desta região”.

Mais tarde, criaram os restantes vinhos do portefólio Wine&Soul. O tinto Pintas Character, um blend de 5 parcelas individuais que rodeiam a vinha Pintas. O branco Guru, produzido a partir de vinhas muito velhas a grande altitude. Em 2009, os dois adquiriram a Quinta da Manoella, cuja história remonta até 1838. “Uma quinta fabulosa plantada principalmente com vinhas muito velhas, expostas a sul e sudeste, algumas com mais de cem anos.” Rapidamente, o vinho de lá oriundo — o Quinta da Manoella Vinhas Velhas — afirmou-se como um dos grandes do Douro.

Custa 12,5€.

Com origem numa parcela que soma 40 anos, situada nesta emblemática quinta, nasceu o Manoella Tinto 2020. As uvas, colhidas no dia 10 de setembro, foram desengaçadas e pisadas a pé em lagares de granito que, posteriormente, fermentaram durante oito dias. O estágio, em barricas neutras de carvalho francês, durou 16 meses.

Produzido maioritariamente através das castas Touriga Nacional (60 por cento), alia-se ao Touriga Franca (25 por cento), ao Tinta Roriz (dez por cento) e ao Tinta Francisca (cinco por cento). Quem o experimenta, diz sentir notas intensas e frescas de cereja, framboesa e ervas indígenas. Aos sabores singulares de ameixa preta e especiarias, o Manoella Tinto 2020 harmoniza com taninos elegantes e uma excelente frescura.

Este rótulo, que deve ser consumido a uma temperatura entre os 16ºC e os 18ºC, acompanha bem carnes vermelhas, assadas e grelhadas. Em Portugal, vende-se por 12,50€.

“Respeitamos a terra, os valores e as tradições desta região, produzindo vinhos de terroir com um enorme potencial de envelhecimento na garrafa. Hoje, temos muito mais experiência, entendemos e conhecemos as vinhas muito melhor, o que é útil. Mas o mais importante é o amor e a paixão que temos pelos nossos vinhos e a nossa empresa, e isso mantém-se inalterado desde 2001.”

Carregue na galeria e conheça outros vinhos portugueses, a menos de 5€, que tem de adicionar à garrafeira.

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