gourmet e vinhos

Estas irmãs passam os dias a enrolar brigadeiros de After Eight, Oreo ou M&M’s

É numa cozinha em Almada que Verónica e Maísa Luna fazem toda a produção. No Natal chegaram a vender mais de 500 brigadeiros.
Há vários sabores para pedir.

A primeira vez que tentaram fazer brigadeiros, a coisa não correu muito bem. A consistência não foi a desejada e, apesar de alguma desmotivação, as irmãs Verónica, 32 anos, e Maísa Luna Martins, 28, nunca pensaram em desistir de ter um negócio com o típico doce brasileiro. “A avaliação das nossas cobaias, familiares, amigos, alunos e colegas de trabalho, foi positiva, então continuamos a tentar”, explicam à NiT.

No final de 2020 criaram a Almad’Brigadeiro e fazem os pequenos doces à Margem Sul, mas também até Lisboa. “Sempre pensámos em fazer algo que pudesse ser inovador na nossa zona de residência. Quando ouvi falar do conceito de brigadoria, enviei logo fotos à minha irmã e adorámos o conceito. Depois de algumas pesquisas não encontramos quase nada semelhante em Almada e decidimos avançar”, conta Verónica.

O sonho de terem um projeto juntos já era antigo, mas ficava sempre na gaveta. Acabaram por seguir áreas profissionais diferentes. Maísa está em marketing digital e é gestora de rede sociais. Já Verónica é professora num centro de estudos em Almada.

Precisaram de algum tempo para chegar à receita final e que hoje vendem aos vários clientes. “Fizemos várias pesquisas, vimos vários tutoriais e temos alguns amigos brasileiros que nos deram dicas importantes.” É na casa de Verónica, em Almada que fazem toda a produção.

Têm pedidos quase todos os dias, mas tentam fazer com o trabalho seja concentrado em alguns dias para se organizarem melhor e evitar desperdícios. As épocas festival que já passam foram alturas de picos. “Nas datas festivas, como o Natal, o Dia dos Namorados, o Dia do Pai, tivemos imensos pedidos. Chegámos a preparar mais de 500 brigadeiros para o Natal.”

São vendidos em caixas a partir de quatro unidades.

Nos sabores procuraram algo mais consensual e que fosse do agrado da maioria. “Fomos procurar os sabores que já haviam, e aceitámos sugestões de pessoas próximas. Procurámos também marcas que têm imensa procura como Nutella, Oreo ou M&M’s.” O de Nutella tem sido o verdadeiro campeão, mas o de maracujá também está a ter boa saída.

Entre outras opções estão os tradicionais com chocolate de leite, chocolate preto, chocolate branco, coco, morango, café, doce de leite, limão, After Eight, salame de chocolate ou caramelo salgados.

“Temos tido vários elogios tanto da apresentação como do sabor. Quando lançamos a opção sustentável das caixas de ovos, fomos bastante parabenizadas.”

Os brigadeiros são vendidos em caixas. Tem a de quatro unidades (4€), a de seis (6€), nove (8€), 12 (10€) ou a com 20 (16,5€). Começam nos dois e chegam até aos cinco sabores por caixa. Os pedidos devem ser feitos com 48 horas de antecedência para garantir que tudo é entregue a tempo.

O Almad’Brigadeiro começou apenas a fazer entregas em Almada. Alargaram depois para a Margem Sul e até chegam a Lisboa se for preciso. Estenderam o delivery e cobram mediante os quilómetros.

É através das redes sociais, tanto do Instagram e do Facebook que os pedidos podem ser feitos. E breve vão ainda lançar o site para facilitar mais as encomendas.

Os próximos passos são continuar a crescer, participar em feiras e eventos, algo que a pandemia ainda não deixou, e também ter um espaço próprio com os vários sabores de brigadeiros artesanais.

Os brigadeiros são produzidos em Almada.

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