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Gourmet e Vinhos

Eles cozinham, servem e limpam tudo: chegaram os jantares privados em sua casa

A ideia nasceu antes da pandemia e encontrou o seu nicho. Além do jantar, há serviço de barmen e até um fotógrafo para registar o momento.
Só tem mesmo que se sentar e comer

A certa altura, os jantares começaram a ser demasiado repetitivos. Gonçalo Cardoso, Tiago Costa e Filipe Elvas, todos com 25 anos, decidiram que passariam a fazer os jantares de amigos nas suas próprias casas. Queriam um ambiente “mais exclusivo e privado”, mas também que pudesse ser personalizado aos seus gostos particulares.

Pelo caminho surgiu a pandemia uma espécie de maldição disfarçada de bênção — ou talvez seja precisamente o oposto. A fuga às salas partilhadas dos restaurantes provocada pelo medo do contágio deu a abertura perfeita para transformar a ideia num negócio. E foi assim que, mesmo durante o confinamento, se alinharam para criar a Hone, uma empresa de organização de jantares privados.

Os jantares arrancaram em setembro e o plano passava não só por levar os eventos a casa de particulares, mas também de alugar casas pela cidade para acolher os eventos. A transformação dos alugueres de curta duração em longa duração obrigaram a repensar o plano.

“A pandemia de certa forma veio ajudar, porque levou a que as pessoas jantassem mais em casa. Por outro lado, as restrições apertadas também nos condicionaram”, explica à NiT Gonçalo Cardoso, formado em gestão, à imagem dos outros dois amigos e sócios no projeto.

Com ou sem pandemia, o plano ficou delineado. Nesta experiência Hone, o cliente só tem que oferecer a sala de jantar e a cozinha. O resto fica a cargo da equipa de cozinha e de serviço de mesa.

À disposição estão três menus previamente desenhados com base numa ementa criada pela Hone. Todos os menus incluem entrada, prato principal e sobremesa com água e refrigerantes incluídos.

O mais acessível, O Desejado, começa com um vol au vent de cogumelos ou figos braseados com queijo azul; segue com um de quatro pratos e termina com uma mousse de chocolate e caramelo ou bolo de cappuccino.

Se preferir, pode criar o seu próprio menu com base nos pratos disponíveis. Pode, por exemplo, optar pelo crocante de queijo de cabra com mel do menu O Vitorioso, prosseguir com um bife maturado d’O Conquistador e terminar com um créme brûlée.

O Créme Brûlée é uma das sobremesas

A refeição pode ser acompanhada com vinhos da lista que contém uma referência de tinto e de branco de cada uma das regiões portuguesas. Mas há mais extras que pode pedir, muito mais.

Na carta de mimos há digestivos e espumantes, mas também a hipótese de pedir uma tábua de queijos (40€ se optar por duas variedades nacionais e uma internacional; e 80€ com cinco opções diferentes) ou até um serviço de barman, onde um bartender servirá um de três packs de cocktails até 20 unidades (custa 130€ por uma hora de experiência). Pode também pedir um fotógrafo profissional para registar o jantar por 90€. E no que toca aos miúdos, há um menu disponível por 15€ que inclui mimos de pescada ou esparguete à bolonhesa.

Na experiência Hone não tem que se preocupar literalmente com nada. O material de cozinha, copos, pratos, talheres e tudo mais que for necessário é trazido pela equipa. E no final da noite, não tem que arrumar nada. A Hone garante serviço de limpeza que tratará de tudo no dia seguinte à hora que pretender.

Eles fazem tudo por si

Sem contar com extras, o preço por pessoa começa nos 40€, um valor inflacionado pela restrição provocada pela pandemia e que obriga a que, de momento, não sejam feitos jantares para grupos com mais de cinco participantes.

Apesar das dificuldades, os objetivos passam por alargar a oferta e, já a partir de janeiro, lançar um novo menu, desta vez virado para o brunch. As reservas podem ser feitas através do site oficial. Os jantares estão geograficamente limitados à área metropolitana de Lisboa.

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