Gourmet e Vinhos

Está a faltar vinho em todo o mundo — mas Portugal resiste à crise

O alerta é deixado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho. Considera que o mau tempo prejudicou várias produções.
As produções estão em níveis mais baixos dos últimos anos.

Em 2021, os níveis de produção de vinho em todo o mundo são os mais baixos dos últimos anos. O alerta foi deixado esta semana pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OVI). Em causa estão os fenómenos climáticos que afetaram grande parte de produções com impacto mundial, como é o caso de França, Espanha e Itália.

A organização espera que o volume de produção se fique entre os 247,1 e 253,5 milhões de hectolitros (mhl), numa média de 250,3 mhl. Um hectolitro corresponde a 133 garrafas de 75 centilitros. O valor fica abaixo da média pelo terceiro ano consecutivo e retoma aos valores de 2017, com 248 mhl, o mais baixo das últimas décadas

França, Espanha e Itália são os países mais afetados. “Juntos perderam cerca de 22 mhl em comparação a 2020 devido às geadas do final da primavera e às condições climáticas geralmente desfavoráveis”, explicou a OVI à agência Reuters.

Na Europa são apenas quatro os países que vão superar os valores de 2020. São eles: Portugal, Alemanha, Roménia e Hungria. Também a América do Sul, África do Sul e Austrália vão conseguir apresentar volumes favoráveis no que à produção de vinho diz respeito.

Ainda assim, a organização prevê que os valores positivos de alguns países não sejam suficientes para compensar a procura em todo o mundo, que tem vindo a aumentar desde a segunda metade do ano.

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