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Este museu é uma espécie de Louvre do vinho com garrafas raras — a entrada custa 500€

Michel-Jack Chasseuil construiu uma adega na sua casa em França onde irá exibir a coleção com mais de 50 mil referências.
O espaço conta com 350 metros quadrados.

Michel-Jack Chasseuil é conhecido por ter uma das coleções de vinho mais prestigiadas do mundo. Conta com mais de 50 mil referências, desde tintos, brancos e champanhes de vários países, incluindo Portugal. A maioria são garrafas raras o que já lhe valeu uma proposta para vender tudo o que colecionou por 50 milhões de euros. Acabou por recusar. Ainda assim, vai dar a oportunidade a todos os que queriam visitar a sua adega com a abertura de um museu.

O colecionador chama-lhe mesmo o Louvre do vinho, não pela sua dimensão, que terá 350 metros quadrados, mas sim pela importância e pelo valor de tudo aquilo será exposto. Michel-Jack Chasseuil, 79 anos, construiu uma adega por baixo da casa que tem em La Chapelle-Bâton, na zona oeste de França.

As obras foram concluídas durante 2020 e espera que no verão tudo esteja pronto para receber os primeiros visitantes. O preço é que poderá assustar alguns: o bilhete vai ficar por 500€, sem direito a qualquer degustação.

Além da zona de exposição com algumas das garrafas da sua coleção privada, este museu irá contar com um café e uma área de degustação onde poderá provar outras das referências que não as mais raras que estão expostas.

Segundo o “The Times”, para ter dinheiro para a obra vendeu algumas das garrafas. Terá conseguido 500 mil euros para financiar o projeto. Neste museu poderá ver referências de França, Espanha, Itália, Chile ou até mesmo de Portugal.

Chasseuil começou a fazer a coleção da sua vida na década de 60. São muitos os que já pediram para a ver, mas só alguns é que o conseguiram como o príncipe Alberto II do Mónaco, a estrela da NBA Tony Parker ou até milionários chineses.

“Esta é uma herança que deve ser preservada”, explicou ao “The Times”. “Quando estes vinhos não puderem mais ser bebidos, vão tornar-se simplesmente obras de arte”, continuou.

As garrafas de vinho do Porto também fazem parte da coleção.

Sendo uma cobiçada coleção, claro que foi procurada por alguns assaltantes. Em 2014, Chasseuil acabou mesmo por ser feito refém em casa quando um grupo de cinco homens encapuzados queria passar pelo sistema de segurança de alta tecnologia. 

Durante horas esteve sempre com uma arma apontada. Acabou com alguns dedos partidos e os assaltantes condenados à prisão. Acreditamos que o sistema de segurança deste Louvre do vinho que irá abrir seja também muito apertado.

Além de mostrar a coleção ao mundo, Michel-Jack Chasseuil quer também que a cidade de La Chapelle-Bâton se torne um ponto obrigatório de passagem no país.

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