Gourmet e Vinhos

França proíbe uso de termos associados a carne e peixe para nomear substitutos vegetais

Entra em vigor a 1 de outubro e o Governo francês considera que devia ser adotada pelos restantes países da União Europeia.
É o primeiro país da União Europeia a dar o passo.

Nos últimos anos, a oferta de alternativas vegetais a diversos tipo de proteína animal cresceram multiplicou-se, acompanhando as novas preferências e opções de muitos relativas às suas refeições.

Muitos destes produtos apresentam-se como substitutos das mais conhecidas formas de consumir e comercializar carne, peixe ou mesmo leite. Ora, como forma de conquistar consumidores fora do grupo de pessoas que restringem a sua dieta a alimentos baseados em plantas, muitas marcas sentem a necessidade de definirem os seus produtos por comparação a outros que os não vegans e vegetarianos conhecem bem.

Bife de seitan ou tofu, chouriço de soja, salsichas vegetais, hambúrgueres plant based são alguns exemplos das denominações deste tipo de produtos que encontramos à venda nos supermercados, mas isto está prestes a mudar num país da União Europeia.

Num decreto publicado quinta-feira, dia 30 de junho, a França proibiu a referência ou alusão a carne e peixes quando as propostas só apresentam ingredientes à base de plantas.

O país liderado por Emmanuel Macron é o primeiro dos 27 estados-membros da UE a dar este passo, emn prol da transparência e procurando evitar a confusão entre produtos por parte dos consumidores. Termos como bife, linguiça ou salsicha, por exemplo, não vão poder ser usados para descrever alimentos que são substitutos à carne.

“Não será possível usar a terminologia específica dos setores tradicionalmente associados à carne e ao peixe para designar produtos que não pertencem ao mundo animal e que, em essência, não são comparáveis”, pode ler-se no decreto oficial.

E acrescenta: “Esta disposição é um primeiro passo em território francês, pioneira na proteção das suas designações específicas, que deve ser estendida a nível europeu”.

A nova regra entra em vigor a 1 de outubro de 2022, mas todos os produtos vegetais rotulados antes dessa data e que apresentem os termos agora reservados às proteínas de origem animal vão permanecer à venda até ao dia 31 de dezembro. 

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