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Funky Chunky: as cookies de Nutella, M&M’s e brigadeiro invadiram Lisboa

A marca de bolachas artesanais começou no Brasil, mas chegou a Portugal com os vários recheios. Fazem entregas ao domicílio.
Por onde começar?

Uma receita de bolachas pode parecer uma coisa simples, mas Sofia Pontifex precisou de mais de 200 versões para chegar ao resultado que queria. O objetivo era criar um negócio de cookies com entregas ao domicílio. Muita farinha, açúcar e ovos depois, conseguiu pôr a Funky Chunky a funcionar, primeiro no Brasil, de onde é natural, e no final do verão em Portugal, onde está atualmente a viver.

“Demorei mais de um ano para desenvolver a receita perfeita. Na minha cabeça, eu sabia exatamente o que queria, mas não encontrava nenhuma receita que me desse esse resultado. Acabei por criar mais de 200 receitas diferentes até chegar a uma com que estivesse 100 por cento satisfeita”, explica à NiT Sofia Pontifex, de 24 anos.

Doida por doces e sobremesas sempre foi. Agora pensar que daí viesse um negócio, nunca pensou. “Sempre fui apaixonada por doces, mas nunca imaginava que fosse fazer disso a minha profissão. Cada dia apaixono-me mais e mais pela área da pastelaria.”

É formada em marketing e publicidade, cursos que tirou em São Paulo, no Brasil, e depois no IADE, em Lisboa. Trabalhou dois anos em Portugal numa consultora onde desenvolvia planeamento estratégico. Não sabia na altura, mas já estava a criar as bases do projeto que iria criar mais tarde.

“Quando me mudei para Lisboa, frustrava-me constantemente por não encontrar cookies incríveis em nenhum lugar. Percebi então que, além de não ser comum a venda de cookies em Lisboa, quando havia, eram produtos sem graça e secundários. Foi a partir daí que vi a necessidade de criar uma marca especializada em cookies que pudesse dar o protagonismo que elas merecem.”

A marca e o conceito foram desenvolvidos em julho de 2019, mas só este ano é que a venda arrancou primeiro no Brasil, em São Paulo, para onde voltou durante o período da quarentena, para ficar com a família. “Apresentei a minha ideia ao Cinerama Gourmet, um projeto que sido acabado de inaugurar, que levava pipocas e doces para uma sessão de cinema em casa. Era a oportunidade perfeita para vender os cookies. A parceria deu certo e hoje já vendemos centenas de bolachas por semana.”

Há vários recheios disponíveis.

A Funky Chunky estava lançada no Brasil e faltava implementar o projeto onde tudo começou a ser estruturado. “Queria levar a sério o conceito para cá, principalmente pelo facto de ser um conceito novo e pouco explorado aqui.”

Julia, de 30 anos, é quem a ajuda por Lisboa a preparar todas as sugestões. São feitas numa cozinha profissional na Lapa. Até estarem prontas têm um processo que demora umas três horas. Tudo começa com a preparação das massas, um tempo de descanso em frio e a confeção dos recheios. Já no forno cozem entre 10 a 12 minutos.

“Sugerimos sempre serem comidas acabadas de fazer. Faz toda a diferença. Mas as cookies duram por volta de três dias. Após o primeiro dia, recomendamos aquecer um pouco no microondas para voltarem a ficar com o aspeto de recém saídas do forno.”

As de Nutella, Nutella com banana e doce de leite são as mais pedidas entre os clientes nacionais. Há ainda de M&M’s, chocolate, chocolate branco e preto, Oreo, manteiga de amendoim, brigadeiro, pistácio, Kinder Bueno ou Ovomaltine. Custam no mínimo 1,80€ e podem chegar até aos 3€.

“O feedback tem sido incrível. A maioria dos nossos clientes faz questão de mandar mensagem a dizer que foram as melhores cookies que já comeram. Isso é literalmente o que nos faz continuar cada vez mais firmes e confiantes no nosso trabalho.”

Convém que o pedido seja feito com um dia de antecedência. É através de mensagem de Instagram que as pode encomendar. Em breve vão ficar disponíveis na Uber Eats. Apesar de a aposta ser no setor do delivery, contam no próximo ano ter um ponto de venda fixo na cidade.

Chegam a casa em caixas e muito bem arrumadas.

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