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Heineken fecha todos os negócios na Rússia — e perde mais de 400 milhões de euros

A conhecida marca já tinha deixado de vender bebidas no país. Desta vez anunciou a saída de todos os espaços que detinha.
A marca vai deixar a Rússia.

A Heineken foi a mais recente multinacional a deixar a Rússia. No início de março o grupo dos Países Baixos já havia anunciado que iria deixar de produzir e vender cerveja em território risso. Esta segunda-feira, 28 de março, foi revelado que ia deixar de vez a operação no país e vender os diversos negócios dos quais ainda faz parte.

O processo de alienação das participações irá decorrer conforme as leis internacionais, mas não tem por objetivo obter lucros. A marca prevê que esta transação custe mais de 400 milhões de euros.

Apesar desta saída, a empresa garante que os mais de 1.800 funcionários russos irão receber os salários até ao fim do ano. Espera ainda proteger os empregos dos mesmos durante a transição para o futuro proprietário, que irá acontecer nos próximos meses.

“Após a revisão estratégica anunciada anteriormente, concluímos que os negócios na Rússia que são propriedade da Heineken deixaram de ser sustentáveis no contexto atual. Por isso, decidimos deixar o país”, explica o comunicado, aqui citado pela “US News Money”.

Recentemente, também a Nestlé anunciou que ia deixar de vender alguns dos seus produtos no mercado russo, como os chocolates KitKat e Nesquik. Já em sentido contrário continua o grupo francês Mulliez. É responsável pela Decathlon e pela cadeia de supermercados Auchan. O conglomerado mantém a atividade na Rússia, o que já levou os governantes de Kiev a pedirem para que exista um boicote às lojas que detém.

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