Gourmet e Vinhos

Hussel já encerrou 12 lojas em Portugal. Ainda há 6 abertas mas só até final do mês

A cadeia de gomas e chocolates vai sair do mercado nacional ainda em abril. Trabalhadores vão ser integrados noutras empresas do grupo Jerónimo Martins.

Em janeiro, foi anunciado que a Hussel deixaria o mercado português. Como a NiT contou, a cadeia de doces, gomas e chocolates revelou que iria fechar as 18 lojas espalhadas pelo País até final de abril, descontinuando a operação por cá. 

Até agora, já fecharam 12 dos espaços. A previsão do Grupo Jerónimo Martins, que detém a marca, é que os seis restantes fechem portas até ao final de abril. Caso seja fã da marca e queira fazer as últimas compras, poderá dirigir-se nos próximos dias às lojas da marca nos centros comerciais Via Catarina, Amoreiras, CascaiShopping, Alegro Sintra, Colombo e Vasco da Gama.

Nesta fase, uma das prioridades do grupo passa por assegurar a continuidade laboral dos trabalhadores. Até ao momento, seis deles foram já integrados na cadeia Pingo Doce, pertencente ao mesmo grupo e serão integrados noutras estruturas os restantes efetivos que manifestaram interesse em continuar nos quadros.

No início do ano, a empresa explicou que se tratou de uma “decisão difícil”, tomada apenas depois de uma análise profunda e de vários esforços para tentar viabilizar o negócio, que acabaram por não resultar. Segundo a Jerónimo Martins, a operação tornou-se insustentável e sem perspectivas reais de recuperação.

Entre os principais motivos que levaram a este desfecho está a insolvência da Hussel GmbH, o parceiro alemão do grupo, declarada em 2024. O processo pôs fim à parceria que sustentava a operação portuguesa e trouxe problemas sérios de abastecimento, além da perda de escala. A estes fatores juntou-se um contexto de forte aumento de custos, sobretudo ao nível das rendas, que acabou por agravar ainda mais a situação.

Outro peso decisivo foi a subida continuada do preço do cacau. A pressão resulta de uma combinação de fatores, como a quebra de produção nos grandes países produtores, o aumento da procura global, as condições climatéricas adversas e ainda a tendência regulatória crescente.

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