Uma imperial stout envelhecida em barricas de ginjinha conquistou um dos títulos mais cobiçados do universo cervejeiro português. A “The Black Ginjinha Murders”, produzida pela lisboeta Dois Corvos, foi eleita a Melhor Cerveja Artesanal Portuguesa de 2025 na 13.ª edição do Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais, que decorreu a 14 de março, em Marvila, Lisboa.
O prémio foi atribuído depois de uma prova que reuniu mais de 100 cervejas de todo o País. Foram avaliadas numa prova cega, por um painel internacional de 18 jurados, com especialistas de Portugal, Estados Unidos, Brasil e Itália. Os critérios incluíam aroma, sabor, equilíbrio e fidelidade ao estilo, seguindo as regras do Beer Judge Certification Program, um dos sistemas mais utilizados para avaliar cerveja artesanal.
Na vertente dedicada às cervejas comercializadas, ou seja, produzidas por marcas já presentes no mercado, foram escolhidas três vencedoras principais. A “The Black Ginjinha Murders” venceu na categoria experimental; a “Monda – Portuguese Rice Lager”, da cervejeira Barona, foi distinguida como melhor lager; e a “Diabo Vermelho – Red Flanders”, da Vadia, ganhou na categoria ale.
Estas três cervejas enfrentaram-se depois numa avaliação final, conhecida como “Best of Show”, que decide a melhor do concurso. Foi aí que a stout da Dois Corvos acabou por se destacar e conquistar o título principal neste evento que já se tornou um dos principais pontos de encontro da comunidade cervejeira no País.

A receita vencedora mistura um estilo clássico imperial stout9 com um toque bastante português: o envelhecimento em barricas de ginjinha. Para já, a cerveja está disponível nos tap rooms da Dois Corvos, em Marvila e no Intendente, pelo preço de 10 € (lata de 33 cl). Contudo, a marca preveja lançar novos formatos em breve.
O concurso também distingue cervejeiros caseiros, que muitas vezes acabam por lançar futuras marcas profissionais. Nesta edição, os vencedores foram Duarte Cravo (categoria Ale, com uma Hazy IPA), Aleksey Potaneyko (Experimental), Diogo Sousa (Destaque Cervejas Históricas, com uma Sahti) e Fabrício Búrigo (Lager, com uma Baltic Porter).
Outro dos momentos do evento foi a entrega do Tributo Cervejeiro, distinção que reconhece figuras importantes na cultura cervejeira nacional. Este ano o prémio foi atribuído a Fernando Gonçalves, fundador da Loja da Cerveja Caseira, conhecido por ter ajudado a popularizar a produção de cerveja em casa no nosso País.







