Gourmet e Vinhos

Já se conhece o melhor vinho tinto português de 2023

A referência produzida pela casa Alves de Sousa foi distinguida numa prova cega de 50 amostras por um júri internacional.
A região do Douro foi a mais premiada.

O Top 10 Vinhos Portugueses é um concurso que classifica as melhores referências em diferentes categorias. Começa pelo vinho tinto, passa pelo branco e pelo rosé, para terminar no fortificado. Desta vez, na 18.ª edição do evento, que decorreu na passada sexta-feira, a 23 de fevereiro, os mais bem classificados pelo júri internacional foram maioritariamente da Região Demarcada do Douro — facto que não surpreende, pois é a mais antiga denominação do mundo.

O grande vencedor na categoria tinto foi o Memórias, da casa Alves de Sousa, da região de Santa Marta de Penaguião. A produtora apresentou um lote de diferentes colheitas da década de 2010 (2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019), tendo por base as castas Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional, Sousão e outras 20 variedades autóctones. O encepamento antigo conta com médias de idades que, nalguns casos, ultrapassam os 100 anos. As uvas nascem nas melhores vinhas da propridade: a Gaivosa, Abandonado, Lordelo, Vale da Raposa, Caldas e Oliveirinha.

Segundo a nota de prova, apresenta “um sabor muito peculiar, com apontamentos de ameixas-pretas, canela, folha de eucalipto, violetas e verniz”. Ao combinar várias colheitas, consegue uma expressão bastante singular “de notas de juventude a par de notas de maturidade”. É uma bebida “envolvente, densa, mas com uma harmonia e equilíbrio notáveis”, afirma a insígnia. Pode encontrá-lo à venda online a partir de 218€.

A produção vitivinícola é uma tradição familiar para Domingos Alves de Sousa. O pai Edmundo e o avô Domingos também se dedicaram ao negócio, no entanto, foi ele quem se assumiu de forma exclusiva a exploração das quintas que herdou — e nas quais tem executado um trabalho de emparcelamento e de reestruturação das vinhas. 

O vinho branco mais elogiado foi o Coche 2021, da Nieport. Alia maioritariamente as castas Rabigato, Códega do Larinho e Arinto, por entre outras variedades plantadas em vinhas com mais de 80 anos, em altitudes que oscilam entre os 600 e os 750 metros. Encontra-se disponível por 119,78€. 

Já o rosé mais bem pontuado é o H.O. Matrona 2022, da Menin Wine Company. Neste caso, é um lote de castas como Malvasia Preta, Baga, Touriga Franca, Tinta Amarela, Mourisco e ainda 5% de castas brancas antigas da região (Malvasia Rei, Tamarez, entre outras). Está disponível por 45€. Por fim, o fortificado mais bem pontuado chega da Madeira: o Henriques & Henriques Tinta Negra 50 Anos (custa 299,95€ online). 

O concurso decorreu no âmbito do evento Essência do Vinho — Porto, que celebra 20 anos. A eleição resulta da prova cega, sem conhecimento prévio das marcas, efetuada na manhã da véspera. Ao todo, 46 jurados — de países como Portugal, Brasil, Espanha, Itália, Reino Unido, Suíça, Dinamarca, Suécia, Bélgica, México e África do Sul — avaliam 50 amostras de referências de brancos, rosés, tintos e fortificados. Estes deram origem a uma pré-seleção da “Revista de Vinhos”, tendo por base as pontuações mais altas e os exemplares mais marcantes de 2023, avaliados pelo painel de provadores daquela publicação especializada.

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