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A manteiga pode ser de autor e ter sabores criativos. Mas não pode deixar de ser Boua

O chef Nuno Bergonse juntou-se à mulher para criar este projeto. Há sete variedades para experimentar e mais estão a chegar.
Há sete variedades para conhecer.

Há dois anos que o chef Nuno Bergonse só pensa em manteiga. Pelo menos mais a fundo, já que que assume um apaixonado pelo ingrediente. Todos os dias é frequente comer um pão barrado com manteiga e quando vai a um restaurante, o couvert é sempre algo que dá importância por ser a primeira impressão que tem do espaço. Desta paixão surgiu uma marca de manteigas de autor, a Boua, com vários sabores, que podem ser usados de diferentes formas.

“Sou fascinado pela sua história [da manteiga], o modo como é produzida, toda a sua a cultura e claro, o mundo de possibilidades em que pode ser utilizada”, explica à NiT Nuno Bergonse. O novo produto, que criou com a ajuda da mulher, pode ser usado por clientes particulares, mas também foi pensado para uma escala maior.

“Senti também que era um produto que fazia falta no mercado. É extremamente útil para o setor hoteleiro e da restauração, uma vez que enriquece os couvert e pode ser uma grande ajuda nas cozinhas dos restaurantes e hotéis.”

O processo de investigação, estudos de mercado e prova começou há dois anos. O chef já se tinha ligado a outras áreas de negócio da restauração, mas a aventura nas manteigas ainda não tinha acontecido.

Neste momento são sete as variedades que se encontram disponíveis: flor de sal, alho assado e tomilho, tomate seco e manjericão, algas, chouriço, azeitonas marinadas e trufas. A base de todas elas é uma manteiga dos Açores. O produto final é depois conseguido no Algarve, onde o chef reside há três anos.

manteiga
No pão, mas mantém em molhos ou bifes.

Todos demoraram o seu tempo até estarem no ponto de sabor, mas a de algas, para já, foi a mais complicada de concretizar. “O mundo das algas é enorme e até chegar às algas certas com as quantidades certas demorou algum tempo. Há um grande cuidado na produção de todos os sabores uma vez que não utilizamos qualquer conservante ou intensificador de sabor e todas as ervas aromáticas são frescas.”  

As manteigas, tal como os filhos, gostam-se todos da mesma maneira, mas aqui há um favorito para o chef. “Gosto especialmente da manteiga com alho assado e tomilho. A combinação do alho assado e caramelizado com as folhas de tomilho selvagem são irresistíveis. Já a minha mulher prefere a de tomate seco e manjericão porque gosta do contraste da acidez do tomate com a frescura do manjericão.”

O nome do projeto surgiu por acaso durante as provas que iam sendo feitas. “A ideia sempre foi acrescentar valor a um produto que por si só já é maravilhoso. Durante as provas que íamos fazendo, um dos comentários comuns era: ‘esta é mesmo boua’. A palavra ‘boua’, é gulosa, fica na memória e transmite tudo aquilo que a manteiga é: boua.”

Há dois anos que o chef Nuno Bergonse anda a devorar manteiga.

As várias manteigas estão disponíveis em embalagens de 100 gramas para o público em geral. Custam em média 3,80€. “Todas as manteigas são embaladas em caixas de cartão alimentar com materiais totalmente recicláveis e amigos do ambiente”, explica o chef. 

Existem ainda outros dois formatos, um mais pequeno e outro maior, que só estão disponíveis para restaurantes e hotéis. Em Lisboa podem ser compradas na Manteigaria Silva, da Praça da Figueira, ou na padaria Semprepão, no Lumiar. No Algarve, em Almancil, estão à venda no restaurante Prato Feio. Mais pontos de venda serão anunciados em breve na página de Instagram.

É aqui, mas também no site, que pode também acompanhar os novos produtos que serão lançados. “Estão muitos sabores a caminho. Enquanto cozinheiro, é um privilégio trabalhar com um produto em que posso acrescentar sabores únicos e diversificados.”

Para o canal Horeca podem até mesmo ser criados sabores personalizados e com produtos de cada época. E não pense que é só no pão que as pode usar. “Além de poder ser barrada no pão ou tostas, todos os sabores podem ser utilizados na confeção de diversos pratos. É perfeita para ser colocada em cima de um bife grelhado, em massas ou mesmo em molhos”, diz Nuno Bergonse.

Foi o sabor mais difícil de conseguir.

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