Gourmet e Vinhos

Más notícias: o vinho vai ficar mais caro em Portugal, avisam os produtores

As empresas mostram-se preocupadas com a subida dos custos de produção, que se irá refletir nos consumidores.
O preço pode vir a subir nas próximas semanas.

Desde o início do ano que o vinho tem vindo a ficar mais caro. Até agora a subida foi reduzida, mas isso poderá mudar daqui a algumas semanas, avisam os produtores nacionais.  A subida dos custos de produção e dos combustíveis que afetam a distribuição vão refletir-se nos preços pagos pelo consumidores.

“Fizemos um aumento modesto, na casa dos 3 por cento, que se está a mostrar claramente curto. Só em materiais, o aumento de custos está próximo dos 10 por cento e a aumentar todos os dias. É inevitável existirem mais aumentos a meio ou mais para o final do ano. Ainda vamos decidir a melhor altura [para o fazer]”, explicou ao “ECO” Martim Guedes, responsável pela Aveleda.

No caso desta marca, uma das subidas que mais têm sentido é a do preço das garrafas de vidro — estão 50 por cento mais caras do que em 2021. “Os efeitos ainda não terão chegado ao consumidor final. No entanto, é uma questão de tempo”, refere à mesma publicação João Caldeira, da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz. Avisa que as subidas nunca serão inferiores a 5 por cento.

A par das garrafas, também as rolhas já estão mais caras. Ao “ECO” a Corticeira Amorim avançou que está a preparar uma evolução dos preços para fazer face ao acréscimo dos custos que se tem verificado.

Isabel Marrana, da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) também se mostra preocupada: “O setor está a ver o que pode refletir mas, claramente, terá de ser feita outra revisão.”

É inevitável um aumento dos preços nas lojas, porém, temos de ser razoáveis. Os salários dos consumidores não são elásticos. Tudo isto é uma cadeia de interesses e de margens, que tem de ser equacionada e dividida”, continua.

Já Francisco Bento dos Santos, da Quinta de Monte d’Oiro, explicou que a subida dos preços nos últimos meses aconteceu para refletir os custos relativos a 2021. Atualmente, esses valores já não fazem sentido e será necessário uma nova reavaliação.

“Neste momento, esses preços já estão totalmente desatualizados. Estava mais ou menos confiante que com este aumento podíamos passar o ano mais confortáveis e agora estou assustado”, desabafa.

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