Gourmet e Vinhos

“Melhor Vinho” português é produzido no Pico e custa 500€

A produção está dependente das condições climáticas. É o caso de uma das castas, dependente do sal do oceano e do sol.
O vencedor da 27.ª edição.

Os suspeitos afirmam que é uma “dádiva dos deuses”. Sendo ou não verdade, o licoroso Czar 2014 foi eleito o Melhor Vinho de 2023 pela “Revista de Vinhos”. É produzido com uvas colhidas à mão “entre fendas da rocha e currais labirínticos de pedra” numa vinha de dois hectares em solo vulcânico. 

A gala da 27.ª edição dos prémios “Os Melhores do Ano” decorreu na passada sexta-feira, 9 de fevereiro. À semelhança do sucedido nos anos anteriores, teve lugar na Alfândega do Porto. O evento deu a conhecer vários títulos, desde a personalidade, o enólogo, ou até o restaurante e o chef de excelência. 

A referência é originária da ilha do Pico, nos Açores, e é feita através das castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico, na freguesia de Criação Velha — elaborada pelas mãos da marca Fortunato Garcia. A sua riqueza encontra-se também nas vinhas centenárias do Lajido da Criação da Velha, Património Mundial da Unesco. Trata-se de um vinho totalmente natural, sem adição de qualquer tipo de álcool, açúcar ou leveduras.

Inclui “notas de maresia, fumo, massapão e amêndoa. A acidez é estonteante, o nervo é perene, o volume possui uma elegância fora do comum, as texturas são notáveis. Nunca termina e expõe um potencial de longevidade que facilmente percorre as próximas décadas. Qual diamante, é um rótulo singular,” pode ler-se no site Vinha.pt.

O Cazr 2014 conta com um volume alcoólico de 19 por cento e deve ser servido a uma temperatura entre os 12 e os 14 graus. Pode ser bebido com entradas, sobremesas ou simplesmente sozinho.

Tem 19 por cento de teor alcoólico.

A produção deste licoroso está dependente das condições climatéricas da ilha. Influenciado pelo sal do oceano Atlântico e pelo sol, estes dois elementos são fundamentais para o desenvolvimento das uvas Verdelho. Também os currais de pedra, característicos da paisagem da ilha, protegem a vinha do vento e do mar, o que conserva o calor na pedra.

“Além dos anos incertos e de ser necessário vindimar uva dos anos anteriores, que se revela pouco líquida, aproximadamente 75 por cento menos do que se fosse na altura normal. Após oito a 10 meses em fermentação em barricas com capacidade de 225 litros, a bebida é passada a limpo e as barricas atestadas, ficando assim até totalizar os oito anos após colheita. Dos 225 litros iniciais, somente se retiram 150. Somando estas percentagens, para produzir este rótulo, tem-se uma produção de menos 85 por cento do que é necessário para produzir um vinho de mesa.”

O Czar está disponível em várias garfeiras. Pode encontrá-lo, por exemplo, na loja online da Vinha.pt por 500€.

Carregue na galeria para conhecer alguns vinhos portugueses destacados no jornal norte-americano “The New York Times”.

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