Gourmet e Vinhos

Numa mesa portuguesa uma boa açorda nunca pode faltar — e esta fica pronta em meia hora

É simples, quente e versátil. De tomate, bacalhau ou poejo, existem muitas opções, mas esta vai surpreender pelo sabor único.
A escolha dos ingredientes é o segredo.

Italiana, mexicana ou japonesa. Por mais que Portugal continue a receber e a abraçar novas cozinhas, a portuguesa continua a ser a base de qualquer casa. O caldo verde, um chouriço assado, uns pipis, um pica-pau bem temperado ou um bacalhau à Brás não podem faltar.

Independentemente da época do ano, o verdadeiro apreciador da açorda, um dos pratos mais típicos da gastronomia nacional, nunca diz que não à iguaria quando esta lhe é apresentada. Ainda assim, é preciso reconhecer que, mal o verão dá lugar ao outono e as temperaturas começam a descer, a especialidade torna-se particularmente atrativa e reconfortante.

A receita, porém, não é universal — muda consoante a região do País e mesmo de família para família. O segredo está na escolha dos ingredientes. Alho, sal, azeite, água e pão são a base de qualquer açorda ingredientes a que se podem acrescentar ervas aromáticas como o coentro ou o poejo, peixe fresco (cozido ou frito), bacalhau ou ovo (escalfado ou cozido).

Existem muitas versões e para todos os gostos: de tomate com bacalhau e ovos; de tomate com barriga de porco crocante, chalotas, maionese de pimentos e hortelã da ribeira; com carne e enchidos; ou açorda de poejo — o importante é ter imaginação e que não falte o apetite.

Com a chuva que não dá tréguas, nada como passar um fim de semana no conforto do lar e preparar uma refeição que aquece o corpo e a alma. Para comer em família ou para surpreender os amigos, esta receita simples e prática é uma das mais procuradas. Se for feita na Yammi, esta açorda de camarão leva apenas 26 minutos a ficar pronta.

Do que precisa

— 400 gramas de pão sem côdea (de preferência alentejano)
— Água quente q.b.
— 4 dentes de alho
— 4 dentes de alho
— 50 gramas de azeite
— 40 gramas de camarão cru sem casca (já descongelado)
— 280 gramas de água
— 1 cubo de caldo de marisco
— 1 pitada de sal
— piri-piri a gosto
— coentros picados q.b.

Como se faz

Comece por cortar o pão em pedaços e escalde-o em água bem quente durante alguns minutos. Escorra-o, com a ajuda do cesto, pressionando para retirar o excesso de água. De seguida, reserve-o.

Coloque depois o alho no copo e programe a função triturar. Com a ajuda de uma espátula, faça descer o que se acumulou nas paredes do copo. Junte o azeite e programe cinco minutos, a 120°C na velocidade dois. Adicione o camarão (descongelado e escorrido) e regule cinco minutos, a 120°C, velocidade dois na rotação inversa. Retire os camarões do copo e reserve-os (deixando ficar no copo a água da cozedura dos camarões).

Insira o misturador sobre a lâmina e junte o pão bem escorrido, a água, o cubo de caldo, o sal e o piripíri. Programe dez minutos, a 100°C na velocidade dois. No final do tempo programado, junte os camarões reservados e os coentros picados, envolva com a espátula e regule mais cinco minutos, a 100°C, velocidade dois na rotação inversa. Se preferir a açorda menos consistente, junte um pouco de água e programe mais alguns minutos na mesma velocidade e temperatura.

Por fim, polvilhe com coentros picados antes de servir. Para fazer um verdadeiro prato à chef, adicione uma gema de ovo crua à açorda, misturando rapidamente com a espátula.

Se gosta de comida tradicional, carregue na galeria para descobrir nove restaurantes em Lisboa que servem um belíssimo cozido à portuguesa.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT