Apesar de carregar séculos de história, é um vinho que permanece com uma energia muito contemporânea. Não é por acaso que o Cartuxa Reserva Tinto 2019, se tem afirmado como um dos grandes tintos portugueses da atualidade. O reconhecimento chegou a 7 de fevereiro, quando foi eleito o melhor vinho do ano de 2025, na mais recente edição dos prémios “Melhores do Ano” da Revista dos Vinhos.
O Cartuxa Reserva Tinto 2019 nasce de uma seleção de castas como Alicante Bouschet, Aragonez e Cabernet Sauvignon, vindas das vinhas mais antigas da casa. Ali escolhem-se as melhores uvas, dos sítios certos, no momento certo. Produzido pela primeira vez em 1987, o Reserva tornou-se mesmo um dos grandes clássicos da região DOC Alentejo – Évora.
O vinho passa 15 meses em barricas novas de carvalho francês e ainda vários anos em garrafa antes de chegar ao mercado. O resultado é um tinto intenso, com notas de ameixa, figo e de fruta em passa que lhe dá identidade. É encorpado, sim, mas sem perder equilíbrio. No site da marca, está à venda a 49,99€.
Segundo o enólogo Pedro Martin, o Cartuxa tem sido uma “porta-estandarte” para levar o Alentejo — e Portugal — para vários cantos do mundo. O especialista, que é também proprietário da Martin Boutique Wines, partilhou com a NiT a melhor forma de harmonizar este vinho.
“Pelo seu perfil denso, frutado e guloso, a harmonização com pratos mais estruturados será o indicado. Podemos criar experiências soberbas com variantes do porco preto na mesa, como por exemplo a feijoada de porco, as bochechas cozinhadas lentamente e o porco assado no espeto; ou simplesmente com um queijo de ovelha com cura média e chouriço de porco preto”, apontou.
Produzido pela Fundação Eugénio de Almeida, o nome “Cartuxa” é uma homenagem aos monges Cartuxos que viveram em recolhimento no mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, em Évora. Desde 1587, praticaram uma vida solitária e agora são a inspiração de um vinho nacional que já nasceu um clássico.


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