Gourmet e Vinhos

Picanha e churrasco brasileiros são 2 dos pratos com maior impacto na biodiversidade

A conclusão é de um novo estudo que analisou a pegada ambiental de 151 receitas internacionais. A lista inclui algumas surpresas.
Se adora picanha, já sabe.

Tudo o que comemos tem um impacto direto no ambiente, embora alguns alimentos e pratos tenham mais repercussão que outros. A picanha e o churrasco são duas das especialidades brasileiras que têm maior pegada na biodiversidade do planeta. A conclusão é de um novo estudo, publicado esta quarta-feira, 21 de fevereiro na revista “Plos One”.

Os investigadores da Universidade de Singapura analisaram 151 receitas internacionais (com diferentes ingredientes) que constam das listas gastronómicas publicadas pela “CNN” e “TasteAtlas”. Depois ajustaram cada receita para que todos ficassem com o mesmo número de calorias — 825.

Analisaram cada um e encontraram os 20 pratos com maior impacto na biodiversidade. A lista dos piores pratos para o planeta inclui várias carnes, como carne como a picanha​, a fraldinha e o churrasco brasileiros, um ensopado coreano (yukgaejang) e uma canja de galinha sul-americana, mas também pratos veganos como a sopa de lentilha e do curry de feijão (rajma), ou o de grão-de-bico (chana masala).

Por outro lado, os que têm menos pegada ambiental são os vegetarianos ou veganos ricos em amido, ou seja, feitos com ingredientes como os grãos de cereais (como arroz ou milho) ou túberculos como a batata, a mandioca ou a cenoura.

Os cálculos dos investigadores foram baseados na riqueza, o estado de conservação e a variedade de mamíferos selvagens, aves e anfíbios nas terras agrícolas usadas para a produção destes alimentos. A seguir somaram a pegada ambiental de cada um “para estimar o valor total do impacto de cada refeição”. Os resultados foram depois alvo de uma ponderação consoante a origem e as características de cultivo do produto (industrial ou artesanal).

“Analisar essa pegada de maneira geográfica é importante, pois pode gerar perspetivas geralmente negligenciadas”, explicou Roman Carrasco, um dos autores do estudo ao jornal “Público”.

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