gourmet e vinhos

Portugueses gastaram mais 87 milhões em compras de supermercado durante o mês de janeiro

Congelados e bebidas alcoólicas estiveram no topo da lista dos consumidores, revela um estudo.
Houve um aumento em relação a 2020.

Em janeiro, os portugueses gastaram mais 87 milhões de euros em compras de supermercado do que no mesmo período do ano passado. O confinamento não abrandou os gastos em produtos para a casa, antes pelo contrário. Houve uma subida de 12,4 por cento em relação a 2020, o que equivale a um total de 792 milhões de euros. Congelados e bebidas alcoólicas estão entre as maiores subidas.

Este foi um estudo ScanTrends, da NielsenIQ, aqui citada pelo “Dinheiro Vivo”. Não se verificou um açambarcamento de papel higiénico e de outros bens de consumo, mas sim um ligeiro aumento quando comprado com janeiro de 2020.

Em relação a congelados, os portugueses compram mais 23 por cento. Já no que a bebidas alcoólicas diz respeito, a procura foi de mais 17 por cento. Nos restantes produtos de mercaria o valor da subida ficou nos 16 por cento.

“Continuamos num contexto em que se verifica muitas transferências de consumo para dentro de casa. A tendência foi intensificada com o encerramento dos restaurantes e posteriormente das escolas, o que levou muitos a concentrarem todos os momentos de consumo dentro de portas”, explica ao Ana Paula Barbosa, retailer services director da NielsenIQ, ao “Dinheiro Vivo”.

Os valores deste mês de janeiro refletem a tendência de subida que se verificou em 2020, em que houve gastos em supermercados superiores a 7 por cento em comparação com 2019.

“Em 2020, houve uma evolução muito marcada das tendências das categorias de acordo com as fases de evolução da Covid. Existiu, numa primeira fase, uma procura desenfreada por produtos alimentares e de longa conservação, sem esquecer o papel higiénico que, na semana de entrada em vigor do primeiro confinamento cresceu acima de 200 por cento”, continua.

As áreas alimentares voltaram a estar em destaque em 2021. “Voltámos a ter foco importante nas áreas alimentares, principalmente como consequência do trabalho remoto e do fecho de restaurantes e escolas. As tendências vão evoluindo à medida que as restrições se vão alterando.”

No início de março, dever ser feito um novo estudo para se voltar a perceber a tendências de consumo em Portugal.

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