Gourmet e Vinhos

Procura um vinho especial? Então a CAVE é o sítio certo

Dos tintos para acompanhar o borrego e cabrito, ao champanhe ou Vinho do Porto que vão surpreender toda a gente. Aqui, o difícil é escolher.
A CAVE do Continente de Matosinhos.

Todos têm as suas preferências no que toca a vinho. Seja no tipo, região ou até nas castas que o compõem, até os menos entendidos conseguem ter uma noção do que preferem e acabam por escolher sempre algo com um denominador comum. No entanto, dias especiais pedem vinhos diferenciadores, mas calma: não precisa de se perder em garrafeiras desconhecidas.

Os clientes que visitam, por exemplo, as garrafeiras das lojas Continente, podem ali encontrar um espaço dedicado aos produtos mais premium. A CAVE é onde se encontra a gama mais exclusiva de vinhos, espumantes, licorosos e destilados de topo, com marcas de renome de produtores icónicos. Uma oferta diferenciada para ocasiões e eventos especiais, como é o caso da Páscoa, o Natal, ou outro momento de celebração.

Assim, e com as temperaturas incertas a pedir por vezes uma opção fresca nas horas de maior calor, pode sempre optar pela irreverência e ter um espumante rosé bruto disponível para os adeptos de maiores celebrações. Na CAVE, pode encontrar o Espumante Murganheira Czar Grand Cuvée Rosé DOC Távora-Varosa (preço de venda ao público recomendado de 43,50€).

“A sua bonita cor salmonada, que além de ficar bem nas fotografias, vai garantidamente acompanhar os típicos assados que se servem na Páscoa. O sabor requintado deste espumante, feito a partir da casta tinta Pinot Noir, torna-o na escolha ideal para pratos de carnes jovens, como o cabrito e o borrego. Acredite, vai ficar surpreendido com esta combinação requintada”, adianta Teresa Gomes, escanção e educadora de vinho.

Como nem todas as famílias apostam nos pratos de carne, se optar por peixe, principalmente para bacalhau, o Vallado Reserva DOC Douro (preço de venda ao público recomendado de 22,25€) é uma excelente escolha. É um vinho rico e complexo feito a partir das castas Arinto, Gouveio e Rabigato com fermentação e estágio de sete meses em barricas de carvalho.

“Os seus aromas tostados e de fruto seco, com acidez firme na boca e encorpado casam bem com assados no forno e pode até trocar os pratos tradicionais da Páscoa por opções de peixe, também no forno”, sugere a especialista.

Chegamos então ao vinho tinto, que é a harmonização mais tradicional para os pratos de carne típicos da Páscoa, e que resulta sempre bem. Neste caso, a nossa sugestão mantém-se pela região do Douro com a aposta no Batuta DOC Douro (preço de venda ao público recomendado de 69,90€). As uvas são provenientes de duas vinhas velhas, sendo alvo de uma escolha minuciosa, como é caraterístico dos vinhos da Niepoort. O trabalho de seis gerações, ao longo de mais de 180 anos, é visível nos vinhos que a Niepoort apresenta. Alguns dos quais pode encontrar na CAVE do Continente.

Este tinto é fino e elegante na boca, com uma textura sedosa e estrutura firme, apresentando taninos muito polidos.”

Bem diferente é o Quinta do Noval Reserva DOC Douro (preço de venda ao público recomendado de 66,90€). “O requinte mantém-se, porém, é um vinho intenso e concentrado. Feito a partir das uvas da quinta, tem fruta intensa, volume e estrutura notáveis e um final longo e frutado, com toques de barrica bem integrada”, analisa Teresa Gomes.

Já a última sugestão do norte do País recai sobre o vinho tinto Crasto Superior Syrah Regional Duriense (preço de venda ao público recomendado de 25€). Esta proposta mais em conta, mas não por isso menos merecedora de atenção, destaca-se por ser um vinho envolvente, com volume de boca e estrutura que reflete muito bem a tipicidade da casta Syrah e que termina com excelente persistência e equilíbrio.

Do sul de Portugal chega o Esporão Alicante Bouschet DOC Alentejo (preço de venda ao público recomendado de 32€). Trata-se de um vinho monocasta que vai ser apreciado pelos fãs, mas também por aqueles que não conhecem tão bem esta variedade. “Esta é uma casta tintureira de origem francesa, que confere ao vinho corpo, concentração e boa capacidade de evolução. Neste em concreto, tem fruta intensa e consistente. É equilibrado com final longo e apimentado.”

Da mesma região, o Mouchão DOC Alentejo (preço de venda ao público recomendado de 47€) é uma combinação das castas Alicante Bouschet e Trincadeira. Tem aromas de fruta preta, doce de ameixa, menta e azeitonas maduras. Estruturado com expressivos e elegantes taninos.

Como qualquer bom almoço ou jantar português, o convívio espera-se prolongado. Portanto, vai precisar de ter mais uma surpresa especial para servir à família ou amigos. Por isso mesmo, tome nota destas duas sugestões, para agradar tanto aos fãs de moscatel como aos do vinho do Porto. São os dois uma ótima escolha para acompanhar sobremesas e queijos ou até para uma oferta mais requintada.

O José Maria da Fonseca Moscatel Roxo Moscatel de Setúbal 20 Anos (preço de venda ao público recomendado de 99€) vai ser diferente dos outros moscatéis que já provou. “Este vinho é um lote de quatro colheitas, em que a colheita mais nova tem 23 anos e, a mais antiga, 80 anos. À cor âmbar no copo juntam-se os aromas de caramelo, laranja combinados com especiarias. No paladar é redondo, frutado e prolongadamente suave.” 

Já o Graham’s Vinho do Porto Tawny 40 Anos é mesmo uma aposta exclusiva para os maiores apreciadores. Por 165€ (preço de venda ao público recomendado), espere uma experiência completamente diferenciadora. De cor âmbar dourado, o aroma é muito complexo. “Na boca apresenta desde delicados frutos e passas até caramelo tostado e chocolate, conduzindo a um requintado final de boca”.

Se estiver à procura de uma opção doce, mais em conta do que as anteriores, o Herdade Grous Late Harvest Regional Alentejano (preço de venda ao público recomendado de 22,49€) é uma boa alternativa.

“Feito à inspiração dos vinhos Sauternes de França, as uvas da casta Petit Manseg são vindimadas tardiamente quando afetadas pelo fungo Botrytis Cinerea, fenómeno natural vulgarmente designado por podridão nobre. Vai notar neste vinho notas de mel e passas, combinadas com baunilha e aromas tostados provenientes do estágio de 24 meses em madeira”, explica Teresa Gomes. A única má notícia é que só existem garrafas de 37,5 centilitros. 

A CAVE é um espaço distinto que pode ser visitado de norte a sul do País, no qual é possível encontrar uma verdadeira garrafeira inserida na zona dos vinhos. 

Carregue na galeria para conhecer melhor estas sugestões da CAVE.

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Este artigo foi escrito em parceria com o Continente.

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