Gourmet e Vinhos

Quem é o próximo grande chef de cozinha vegan em Portugal?

A final do concurso Violife decorre a 29 de novembro. Os participantes vão ter de elaborar um prato e uma sobremesa 100% vegetais.
Refeilções 100% vegetais são cada vez mais procuradas.

Cerca de 12 por cento da população portuguesa assume-se como veggie. Ou seja, tem uma alimentação de base vegetal. Sendo que aqui se incluem também os vegan (que não consomem qualquer tipo de alimento de origem animal), os vegetarianos (que não incluem peixe nem carne, mas consomem os seus derivados, como ovos, leite e mel) e os flexitarianos (que comem carne e peixe só ocasionalmente).

Entre estas dietas, segundo o estudo intitulado “The Green Revolution 2021 Portugal”, a flexitariana é a que tem mais adeptos, com 800 mil portugueses que consomem sobretudo vegetais, mas sem abdicar totalmente da carne nem do peixe. Na altura do estudo, o vegetarianismo contava com 180 mil pessoas a assumir este estilo; enquanto que o veganismo, a opção mais restritiva, registava 40 mil seguidores. Os dados mostravam também um claro crescimento na adoção das dietas de base vegetal, que deverá ter continuado a subir nos últimos dois anos. Assim se percebe porque as marcas e a restauração se esforçam cada vez mais para acompanharem a tendência.

Nascida nos anos 90, a Violife foi uma das marcas pioneiras na criação de produtos vegan alternativos ao queijo e manteiga. A marca grega entrou mais recentemente no setor de alternativas ao fiambre e este ano decidiu apostar num concurso de cozinha para descobrir chefs incríveis que são capazes de elaborar as refeições de origem vegetal.

“A alimentação plant based é uma tendência mundial. Em Portugal vemos cada vez mais consumidores a procurarem pratos e menus feitos sem recorrer à proteína animal. É assim importante ter opções vegetais para acomodar os 12 por cento da população que seguem esta dieta ou os consumidores que tenham, por exemplo, intolerância à lactose. Tornou-se crucial incluir a cozinha de base vegetal na formação dos futuros cozinheiros e pasteleiros, e é com orgulho que vemos as nossas escolas parceiras neste projeto a incluí-lo na sua oferta formativa”, adianta Luis Fonseca, responsável Violife Professional South West Europe

É precisamente destas escolas — Associação Cozinheiros Profissionais de Portugal, Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa e Escola e Hotelaria e Turismo de Setúbal — que chegam os participantes do concurso. E cada uma delas conseguiu colocar dois aspirantes a chef na final da competição.

Depois de uma masterclass com o chef executivo da Violife, David Jesus, os alunos das três escolas tiveram de preparar um prato principal e uma sobremesa vegan, usando os produtos da marca. Agora, para a grande final — que se vai realizar esta quarta-feira, 29 de novembro —, os seis finalistas vão recriar os mesmos pratos, mas já tendo em conta o feedback dado pelo júri na semifinal.

“Os participantes apresentaram menus muito completos e com conceitos, sabores e texturas interessantes. Conseguimos ver um enorme trabalho criativo e muitas horas de treino e aperfeiçoamento. Escolher apenas seis finalistas foi uma tarefa árdua porque a verdade é que a grande maioria dos pratos servidos durante as semifinais tiveram muita qualidade”, acrescenta o responsável da marca.

Os prémios do concurso incluem formação adicional em cozinha e pastelaria vegetal, um robot de cozinha Kenwood e um jantar para duas pessoas no restaurante Encanto, em Lisboa — que serve, claro, um menu plant-based.

Este artigo foi escrito em parceria com a Violife.

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